domingo, 18 de fevereiro de 2018

aos cabelos de elisa lucinda

puta dor de cabeça,
insônia sem fim
nem sonhar posso
papel em branco
lápis sem ponta
um poema inacabado
01 poeta inacabado
elisa, retrato perdido
pelas ruas de são paulo
nem sonhar posso
com os seus cabelos anelados
nada aprendi com maquiavel
pássaro não voa com anilha
pensa que voa sem sair do chão
canjiquinha de milho bolorado
nem sonhar posso
ou sentir seus cabelos anelados
mão em concha que carrega sonhos
e sementes pela estrada
insônia
nem sonhar posso, por hoje