terça-feira, 30 de junho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
para walber batinga pinheiro
sou
desses homens nus
do instante em que acordo
ao decorrer de todo o dia
durante também o pouco sono
seja profundo ou raso
preciso ser nu
é um estado de completude,
consciência e paz
ser nu para namorar esses desenhos
que ensaiam numa moldura
um verdadeiro balé
ultrapassando essa tela
ser nu desenha o que sou
do bom dia do meu porteiro
ao sorriso gratuito
da senhorinha pedinte na esquina
ser nu é um estado/graça ou sei lá o que
de nunca estar sozinho
do instante em que acordo
ao decorrer de todo o dia
durante também o pouco sono
seja profundo ou raso
preciso ser nu
é um estado de completude,
consciência e paz
ser nu para namorar esses desenhos
que ensaiam numa moldura
um verdadeiro balé
ultrapassando essa tela
ser nu desenha o que sou
do bom dia do meu porteiro
ao sorriso gratuito
da senhorinha pedinte na esquina
ser nu é um estado/graça ou sei lá o que
de nunca estar sozinho
quinta-feira, 11 de junho de 2015
saudade nº17
prefiro
rosas amarelas, ou laranjas
de preferência, que sejam de praças públicas,
canteiros ou jardins de amigos
também
as que se esparramam sobre muros vizinhos
posso sempre me presentear
sejam amarelas, ou laranjas
não que eu não goste das outras
é que amarelo me lembra o sol,
porque de onde venho
o ano inteiro é verão.
e o laranja, o laranja
o laranja me remete todo dia
de volta ao meu sertão
de preferência, que sejam de praças públicas,
canteiros ou jardins de amigos
também
as que se esparramam sobre muros vizinhos
posso sempre me presentear
sejam amarelas, ou laranjas
não que eu não goste das outras
é que amarelo me lembra o sol,
porque de onde venho
o ano inteiro é verão.
e o laranja, o laranja
o laranja me remete todo dia
de volta ao meu sertão
terça-feira, 19 de maio de 2015
desapego
nesse
querer torto que existe em mim
esse corpo aí é só um corpo
claro que durmo maravilhosamente só
todas as noites
o outro extremo do meu cordão umbilical
que de fato era eu, apenas eu
não me visita mais as 04h
solidão é isso
o resto é resto
cambaleiam
os sonhos de vagabundo
do
querer
do
ir não ir, sair do lugar
não
estando em lugar algumesse corpo aí é só um corpo
claro que durmo maravilhosamente só
todas as noites
o outro extremo do meu cordão umbilical
que de fato era eu, apenas eu
não me visita mais as 04h
solidão é isso
o resto é resto
segunda-feira, 13 de abril de 2015
plenitude
o que me deixa
feliz em ser torto é que, nenhuma opinião alheia sobre o que uso, visto, calço
ou consumo me atenta. eu sou chiqui é de natureza, é da minha essência e do meu
estado de espírito ser chiqui. a marca da calça que uso e que nunca custa mais
que R$40,00 não me faz mais ou menos bonito. eu nasci lindo por completude. as
camisas que compro e nunca me custam mais que R$30,00 ficam tão lindas em mim
quanto as de R$100, R$200,00 ou até mais cara, que tantos se prendem em
consumir por achar que serão mais observados. quando eu nasci dona tereza disse
"como é lindo esse meu cabelo de algodão" e porque me atentaria as
opiniões adversas que quase nunca traz o real valor do que sou? adoro me olhar
no espelho, perceber essa minha beleza que imperceptível para alguns, incomoda
muito esses mesmos alguns. o meu perfume de R$15,00 é só um detalhe porque a
minha fragrância natural de tão maravilhosa que é, não se encontra nessas lojas
e revistas. dona tereza me beijava todos os dias e dizia; "a sua pele macia".
então porque pagarei mais que R$20,00 num creme corporal? adoro me olhar no
espelho. não sinto falta da moto que tive que vender para pagar dívidas e nem
tão pouco do carro, me faz falta mesmo são aqueles beijos inteiros não dados.
eu não dependo de outros para existir, o meu travesseiro me conforta todas as
noites e durmo, mesmo que por poucas horas, tão confortavelmente. o único bem
que me interessa é ser lembrado bem pelos amigos quando eu partir. e nada mais.
não necessito de terapias e tão pouco crio personagens de autoafirmação para
mim. é simples. sei quem sou, o que sou e para onde quero ir.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
"Outras Pelejas" - nosso novo livro
queridos amigos, nosso novo livro já está a venda.
"outras pelejas"
80 páginas
Editora Catrumano
ISBN: 975.85.64471.32.0
pedidos:
catrumano@catrumano.com.br
poetajurandir@gmail.com
R$20,00 (frete incluso)
"outras pelejas"
80 páginas
Editora Catrumano
ISBN: 975.85.64471.32.0
pedidos:
catrumano@catrumano.com.br
poetajurandir@gmail.com
R$20,00 (frete incluso)
terça-feira, 31 de março de 2015
Homenagem - Placa Cândido Canela
eu não sei dizer, só
sei sentir...
Ainda sob o efeito anestésico que foi receber a “Placa Mérito Cultural Cândido Canela”, celebração compartilhada com tantos amigos e familiares, quero neste momento agradecer a todos os presentes. Amigos e vereadores. Todos sabendo o quanto sou tímido, no momento da minha fala, que já havia tentado fazer um ensaio e tentado decorar um texto de agradecimento, me deu um branco total. É assim, sou assim, se me apontam uma câmera e um microfone, fico completamente travado e mais tímido ainda. Queria ser o João Aroldo nesta hora, o vagabo fala bem demais, numa dicção perfeita e senhor de toda uma calmaria. Eu não, sou tenso e as palavras me somem. E quase sempre choro!
Quero neste momento
agradecer aos amigos, muitos, que não vejo a 10, 20 ou 30 anos, mas que foram responsáveis
pela construção do que sou hoje. Primeiramente agradeço a Dona Tereza que me
deu a vida e daria sua vida por mim. Agradeço ao Ronaldo, filho de Dona Raimunda
que morava ao lado do hospital Clemente Faria e onde é hoje a Drogaria Minas
Brasil. Ronaldo me presenteou com mais de 30 livros entre os meus 05 e 07 anos
de idade. Perdi o contato e nenhum notícia tenho à 30 anos dele e de sua
família. Agradeço ao parceiro Wagner Black da Kazza do Livro que conheci no fim
dos anos 80 e, eu garoto sem nenhum troco no bolso, diariamente me emprestava
os livros do seu sebo (o sakana me emprestava todos os livros mas não me
deixava folear as revistas pornôs). Agradeço as minhas professoras Tia Solange
(primário), Tia Graça (1ª série), Tia Pretinha (2ª e 3ª série) e Tia Adeir (4ª
série), que verdadeiramente me ensinaram, todas na Escola Estadual Zinha
Prates. Pedindo a Deus que elas estejam bem. Agradeço a Afrânio Botelho que me
conhecendo tímido, me empurrou para o cenário literário. Agradeço a Dulce
Veloso pelo carinho e paciência na tentativa de me fazer ator de teatro mas que
me facilitou para a poesia. Agradeço a nossa saudosa poeta Carlita Guimarães
que virou estrela. Carlita foi a primeira incentivadora e quem primeiramente
lia os meus poemas quando garoto. Agradeço ao Eduardo Brasil e ao Artur Jr. pois
ambos contribuíram para o meu tesão pela arte. Agradeço os amigos Augusto
Gonzaga, Eustáquio e Wandaick Santos, amigos e funcionários do Centro Cultural
Hermes de Paula, em Montes Claros, que tanto me ajudaram. Quanto ao João Aroldo
Pereira creio que nem preciso cita-lo pois é sabido por todos o meu carinho e
paixão por ele, companheiro de todas as primeiras horas. Quero agradecer aos
amigos que partiram para o cosmo; Gabriel Cardoso, Igor Xavier, Celio Ferreira,
Cori Gonzaga, Tiãozinho (nosso palhaço Piruá), Penninha, José Belem Filho...
Amigos de quem absorvi muita coisa boa e me proporcionaram tantos bons momentos.
Agradeço os meus filhos Ana Clara, Maíni, Ana Victória, Ana Flor, Ítalo e Luã por me fazerem imortal. A minha irmã Lidia que mesmo entre tapas é beijo, é a minha família. A minha gratidão ao saudoso Peré (jornalista), que sempre estava pronto e solícito para divulgar nossos trabalhos entre os anos 1990 e 2010. Agradeço ao amigo querido e irmão de fé, Werley Pirapora, ser humano lindo e querido. Agradeço a poeta amiga Marlene Bandeira que tornou-se o meu útero e minha segunda morada, após a morte de Dona Tereza. Agradeço os amigos que estiveram presente na cerimônia e entrega da Placa, abrindo mão de parte de suas obrigações do cotidiano para estarem comigo e celebrarem comigo o momento. Por último, não porque ela seja a última mas, sendo a última terei mais oportunidade de acentuar sua importância, valor e luz sobre mim, Luzinete Sousa, companheira de estrada, sonhos, luas e lutas, obrigado por me fazer tão bem e por tão bem cuidar de mim mesmo sendo eu esse cara chato e nada paciente pra tudo e pra vida.
Agradeço os meus filhos Ana Clara, Maíni, Ana Victória, Ana Flor, Ítalo e Luã por me fazerem imortal. A minha irmã Lidia que mesmo entre tapas é beijo, é a minha família. A minha gratidão ao saudoso Peré (jornalista), que sempre estava pronto e solícito para divulgar nossos trabalhos entre os anos 1990 e 2010. Agradeço ao amigo querido e irmão de fé, Werley Pirapora, ser humano lindo e querido. Agradeço a poeta amiga Marlene Bandeira que tornou-se o meu útero e minha segunda morada, após a morte de Dona Tereza. Agradeço os amigos que estiveram presente na cerimônia e entrega da Placa, abrindo mão de parte de suas obrigações do cotidiano para estarem comigo e celebrarem comigo o momento. Por último, não porque ela seja a última mas, sendo a última terei mais oportunidade de acentuar sua importância, valor e luz sobre mim, Luzinete Sousa, companheira de estrada, sonhos, luas e lutas, obrigado por me fazer tão bem e por tão bem cuidar de mim mesmo sendo eu esse cara chato e nada paciente pra tudo e pra vida.
Meu carinho, gratidão e respeito a todos.
sábado, 21 de março de 2015
para paulo sérgio
não serei o seu herói
assim como não fui herói de ninguém
aliás,
nunca fui porra nenhuma
o desenho que caminha, e me deixa triste
esse adeus que teima em se aproximar.
é claro que te amo
só assim
consigo viver nesse curral de concreto
existo nesse seu beijo
onde me acabo
sempre que retorno a montes claros
um neto torto
um avô completamente torto
poeta sem salvação.
apenas lembre-se,
poderá me encontrar, sempre
nas linhas tortas e nas palavras perdidas
assim como não fui herói de ninguém
aliás,
nunca fui porra nenhuma
o desenho que caminha, e me deixa triste
esse adeus que teima em se aproximar.
é claro que te amo
só assim
consigo viver nesse curral de concreto
existo nesse seu beijo
onde me acabo
sempre que retorno a montes claros
um neto torto
um avô completamente torto
poeta sem salvação.
apenas lembre-se,
poderá me encontrar, sempre
nas linhas tortas e nas palavras perdidas
terça-feira, 10 de março de 2015
porto, colo e bandeira
para marlene porto bandeira
cavalo manco
que só funciona no tranco
perdido até no compasso da respiração
sem ritmo para os bailes da vida
um poste sambando em plena avenida
girassóis sobre a estante
decorando a derrota,
criança resistindo a teimosia
agarrado em recordações
das cenas de montes claros
da amiga de montes claros
que foi porto no adeus da maior
é claro que te amo
na mesma intensidade que o cheiro
do arroz com pequi que me serve
em sua cozinha tão pequena
nesses seus pratos tão grandes e rasos
é claro que te amo tão completamente
que a dor que deveras sinto em meu peito
se alivia com a sua presença
até mesmo quando choro, aos prantos
com você me abraçando.
sei que tereza lá de cima, se emociona
se encanta e te agradece
por tão bem fazer a mim
cavalo manco
que só funciona no tranco
perdido até no compasso da respiração
sem ritmo para os bailes da vida
um poste sambando em plena avenida
girassóis sobre a estante
decorando a derrota,
criança resistindo a teimosia
agarrado em recordações
das cenas de montes claros
da amiga de montes claros
que foi porto no adeus da maior
é claro que te amo
na mesma intensidade que o cheiro
do arroz com pequi que me serve
em sua cozinha tão pequena
nesses seus pratos tão grandes e rasos
é claro que te amo tão completamente
que a dor que deveras sinto em meu peito
se alivia com a sua presença
até mesmo quando choro, aos prantos
com você me abraçando.
sei que tereza lá de cima, se emociona
se encanta e te agradece
por tão bem fazer a mim
quarta-feira, 4 de março de 2015
biografia II
(para Georgino Jorge Souza Neto - Gino)
sou pedaço do chão vermellho
do norte de minha Minas Gerais
catrumano composto de sonhos
nascido no alto de um morro
concebido no mais lindo sertão
sou pedaço do chão vermellho
do norte de minha Minas Gerais
catrumano composto de sonhos
nascido no alto de um morro
concebido no mais lindo sertão
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
para jack kerouac
poesia é a luta
poesia é o pão
poesia é o suor
poesia é o dia
poesia é a noite
poesia é viver
poesia é o parto
poesia é o luto
poesia é o mote
poesia é a morte
poesia é a carne
poesia é o sangue
poesia é o gozo
poesia é a saliva
poesia é a privada
poesia é o existir
poesia é o sorriso
poesia é o gemido
poesia é a punheta
poesia é a siririca
poesia é o beijo
poesia é o abraço
poesia é o olhar
poesia é o silêncio
poesia é o berro
poesia poesia poesia
poesiar
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
josé geraldo mendonça júnior
para peninha
quero dizer que te amo
não na força da carne
te amo na essência ingênua que traz
em seus olhos
na poesia universal que te domina.
quero dizer que te amo
não na força da carne
te amo na essência ingênua que traz
em seus olhos
na poesia universal que te domina.
você
brinca
você sorri
você sorri
e
a poesia sempre ali
presente
no homem-menino
você é poeta
eu sou poeta
e invejo a sua criação e obra
fala muito solto e sem timidez
você é poeta
eu sou poeta
e invejo a sua criação e obra
fala muito solto e sem timidez
dos
temas amores, sorrindo
talvez seja esse o segredo
talvez seja esse o segredo
ser
menino na poesia
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
elevação
a
vagina nua,
a respiração
a pressão sanguínea
a boca seca
aquele pigarro na garganta
denunciam o que vem a seguir.
hora de tomar banho
sem
nenhuma grama em seu jardim
senti no ar
todo o calor de um pau ansioso.
senti no ar
todo o calor de um pau ansioso.
lábios
carnudos de quem conhece
tão bem
tão bem
e
tão à fundo a vida.
a
fome eleva a textura da pele
pupilas dilatadas
denunciam tudoa respiração
a pressão sanguínea
a boca seca
aquele pigarro na garganta
denunciam o que vem a seguir.
hora de tomar banho
domingo, 21 de dezembro de 2014
são jurandir
valei-me
santo da castidade
padroeiro dos punheteiros
das trepadas mal dadas
dos erros não arrependidos
e das tantas homenagens à estranhas.
tudo é possível/per-mi-tí-vel
quando é o comum acordo
meu deus, que benção essas pernas arreganhadas
aquele beijo aguardado até hoje
pode ficar para depois
esta noite sou só animal
padroeiro dos punheteiros
das trepadas mal dadas
dos erros não arrependidos
e das tantas homenagens à estranhas.
tudo é possível/per-mi-tí-vel
quando é o comum acordo
meu deus, que benção essas pernas arreganhadas
aquele beijo aguardado até hoje
pode ficar para depois
esta noite sou só animal
domingo, 7 de dezembro de 2014
sagrado
sagrado
seja o amor
até
mesmo o amor não correspondidosagrado seja aquele que não desistiu
sagrado sou pelo que acredito
sagrado é aquele que aguarda,
sagrado é a fé
sagrados não olham para trás
sagrada é a música que te faz lembrar
sagrado o lápis e o papel
que me permitem te desenhar
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
um beijo para manoel de barros
o
manuel se foi,
menos
um para somarsobre a minha estante, distante um metro de mim
um dos seus livros que comprei a quase 6 meses
ainda não li
não lerei agora
lerei lá para setembro do ano que vem
manoel, meu vice-herói
foi se encontrar com o meu herói elthomar
numa dessas esquinas de nuvens brancas
um beijo Manoel
outro beijo para elthomar
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
ritual
preparando
o meu corpo cansado e saudoso
numa caminhada rumo a minha cama
e se Deus me permitir
ter uma boa noite de sono, e no mais profundo
te aguardar em meus sonhos
numa caminhada rumo a minha cama
e se Deus me permitir
ter uma boa noite de sono, e no mais profundo
te aguardar em meus sonhos
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
assim,
não
há muito mistério
ou
mágica
para
me fazer sorrir ou chorar
podem
me falar de meus exs amores
comentarem
sobre minhas derrotas
exaltarem
os meus fracassos
ou
elogiar os meus inimigos.
nada
disso me toca, completamente indiferente.
para
me fazer chorar é muito simples,
me
fale de tereza
me
pergunte por tereza
toda
dor e saudade existirá em meus olhos
e
nada, mas nada mesmo
conterão
as minhas lágrimas.
para
me fazer sorrir é também tão simples
basta
me falar de tereza
me
perguntar por tereza
e
todo um sorriso nascerá em meus lábios
olhos,
alma
e
nesses exatos momentos
vivo
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
urgência;
não
sei se é em decorrência da idade, ou depois de quase ter partido dessa pra pior...
mas ando com tanta sede em ser feliz.
um
desenho simples mas distante da palma da mão.
mas ando com tanta sede em ser feliz.
assim;
é
claro que sou feliz
mesmo
dormindo e acordando vazio
não
tenho tempo para sofrer
ou
ser vitima da solidão,
sou
abençoado
quem tem ou teve uma tereza
não viverá só, jamais.
a minha matéria prima,
sol forte, calor, lua alta, toá e cerrado
armaduras pra vida inteira
proteção e bênção de deus
para um filho torto e amado
não viverá só, jamais.
a minha matéria prima,
sol forte, calor, lua alta, toá e cerrado
armaduras pra vida inteira
proteção e bênção de deus
para um filho torto e amado
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
começando o dia
hoje
amanheci com uma vontade enorme de ser feliz
de
ter alguém legal para cantar comigo
hoje
amanheci tão breguinha e cafoninha
que
até perdoaria a cafonice dos diminutivos sintéticos
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
teimosia
quem
disse que eu desisti
daquele
encontro na esquina
do
beijo não dado
do amor não feito
do amor não feito
sendo
até hoje, tudo mal feito?
como
desistir se os meus olhos
ainda
não encontraram os seus olhos
meu
sorriso não deparou-se com o seu
e
feliz não fui nesses desencontros?
desistir não posso
desistir não posso
minhas
mãos te desenha nas curvas do vento
enquanto
desço pela dona tiburtina
caminhando
com todos os sonhos aqui dentro
segunda-feira, 14 de julho de 2014
termos do meu casamento sem data prevista
uma moça leve
negra ou branca, índia ou amarela
não precisa ser poeta
mas que saiba entender 01
não precisa ter curso superior
nem mesmo o primário
basta saber ler a minha alma.
que saiba e, naturalmente, goste de ser par
e não seja fria, uno ou umbigo.
que prefira as canções
que a vida alheia.
pode até ser vegetariana
mas que tenha apetite
para me devorar todas as noites
e depois dessas simplicidades
exijo apenas uma coisa
que seja o nosso casamento
em regime total
de comunhão de sonhos
negra ou branca, índia ou amarela
não precisa ser poeta
mas que saiba entender 01
não precisa ter curso superior
nem mesmo o primário
basta saber ler a minha alma.
que saiba e, naturalmente, goste de ser par
e não seja fria, uno ou umbigo.
que prefira as canções
que a vida alheia.
pode até ser vegetariana
mas que tenha apetite
para me devorar todas as noites
e depois dessas simplicidades
exijo apenas uma coisa
que seja o nosso casamento
em regime total
de comunhão de sonhos
03h:22m
saudade daquele beijo punk
nas mesmices dessas luas
recordar não é opção
não é escolha
são lembranças que surgem
na falta das motivações
nas mesmices dessas luas
recordar não é opção
não é escolha
são lembranças que surgem
na falta das motivações
sexta-feira, 11 de julho de 2014
são paulo meu amor
aqui
a gente não dança
a gente rebola
aqui
ninguém me ama, ninguém te ama
mas fingimos com toda maestria
mas fingimos com toda maestria
aqui
é fartura de transas, trepadas
e trepam o tempo todo
e trepam o tempo todo
mas
fazer amor é algo que não acontece
beijo
na boca é,
lábios frios, língua sem vida
beijo numa garrafa pet
lábios frios, língua sem vida
beijo numa garrafa pet
recém
tirada do congelador
saudade
daquele
beijo punk que dói até hoje
defunta,
não
nasci para necrofilia
sábado, 5 de julho de 2014
passageiro
a vida
é um caco
de telha
pedra roliça na beira da ribanceira
pedaço de horas
de um relógio quebrado
de telha
pedra roliça na beira da ribanceira
pedaço de horas
de um relógio quebrado
amanhã
provavelmente não irá comigo
pro
cosmos
o
sol de agora que conta/consta
feto
único sem cordão num céu de são paulo.
ninguém
me esperando por lá
sozinho
por cá
e agora josé?
quinta-feira, 8 de maio de 2014
meu compadre meu herói
para Sivaldo Ribeiro
é
claro que te amo
e
nesses seus olhos tão profundos
me
encontro esta manhã
não
carrego em mim
nada
que se compare a sua força e fé.
grita
alto a saudade do seu abraço.
antigamente antigamente antigamente antigamente
antigamente antigamente antigamente antigamente
eu
era feliz meu herói
tereza me esperava todas as noites
tereza me esperava todas as noites
e
me abençoava todos os dias, bem cedinho.
montes claros não ficou para trás
retornar é doloroso
montes claros não ficou para trás
retornar é doloroso
não
existe fantasmas
não
existe amanhã
existe
é muita saudade
não
estou em montes claros
não
estou em são paulo
estou
na íris dos seus olhos.
um
beijo meu herói
sexta-feira, 4 de abril de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
caso sério
Jovino
Machado:
"_dinheiro
de poesia se gasta na orgia!!!"
Jurandir
Barbosa:
"_como
sou poeta de nenhuma fama
sou
dos que irão morrer na punheta
pois
a poesia só me leva a pouca grana"terça-feira, 4 de março de 2014
sua voz colorindo o meu silêncio, seu amor, aliviando minha dor
(para ana victória, minha filha)
te
devoto em minhas loucuras
sanidades
te
amo em meus erros
acertos
gratidão
por suas mãos que me conduziram
quando
o suicídio me convidava
você
estava comigo meu amor
não
me deixou sozinho
você
completava 05 anos de idade.
apenas
uma certeza
eu
te amo todos os dias.
e uma outra certeza
e uma outra certeza
a
saudade todos os dias, de você
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
visão para sorri defuntos
para bel Mendes
salvem os meus heróis
salvem os meus heróis
eles
vestem blusas amarelas
bermudas
manchadas
e
não cursaram letras e filosofia.
as
vaginas de jamie mc cartney
me acordaram esta manhã
me acordaram esta manhã
incondicionalmente
e sem acordos
são paulo iés iés iés
não
preciso dizer mais nada.são paulo iés iés iés
meus heróis foram para amsterdã
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
berro
para allen ginsberg
abençoado! abençoado! abençoado!
abençoado! abençoado! abençoado!
abençoado!
abençoado!
abençoado!
abençoado! abençoado! abençoado!
abençoado!
abençoado! o liberto do alheio
abençoado!
abençoado! o liberto do alheio
abençoado!
o lavrador que mata a fome da selva de pedra
abençoado!
o catrumano que todos os dias salva o presente
abençoado! abençoado! abençoado! abençoado!
o nortista e o nordestino que todos os dias constroem a nação
abençoado! abençoado! abençoado! abençoado!
o nortista e o nordestino que todos os dias constroem a nação
abençoado!
o poeta que salva vidas todos os dias
abençoada!
abençoada! abençoada! abençoada!
a mulher que pariu e não abortou
a mulher que pariu e não abortou
abençoada!
santa tereza de calcutá
abençoada! santa tereza de montes claros
abençoada! santa tereza de montes claros
abençoados!
abençoados! abençoados!
os
barranqueiros que mantem vivo o velho chico
abençoadas! abençoadas! abençoadas!
as bandeiras do divino espírito santo,
abençoadas! abençoadas! abençoadas!
as bandeiras do divino espírito santo,
de
são benedito e de nossa senhora do rosário
abençoado! o nosso congado
abençoados! os nossos marujos e caboclinhos
abençoado! as violas que alimentam os sonhos
abençoados! abençoados! abençoados! os pequizeiros
abençoado! o nosso congado
abençoados! os nossos marujos e caboclinhos
abençoado! as violas que alimentam os sonhos
abençoados! abençoados! abençoados! os pequizeiros
abençoados!
todos os sonhos tortos
pois
fazem a vida ter sentido e rumos
abençoadas!
abençoadas! abençoadas! abençoadas! abençoadas!
todas as ruas de montes claros
abençoado! o chão seco e fértil do sertão
abençoado!
abençoado! abençoado! abençoado! abençoado!todas as ruas de montes claros
abençoado! o chão seco e fértil do sertão
o sertanejo que nunca perde a fé
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
ponto P
na curva do poema
existe um outro poema sem explicação
descompassos de respirações
fôlego tropeçando sobre letras
dois tombados, felizes
ela no poema do “A”
ele no poema do “01”
repetidamente
três anos depois
ainda não entendi aquela performance
apenas sei que foi poesia
existe um outro poema sem explicação
descompassos de respirações
fôlego tropeçando sobre letras
dois tombados, felizes
ela no poema do “A”
ele no poema do “01”
repetidamente
três anos depois
ainda não entendi aquela performance
apenas sei que foi poesia
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
ciclo
do
passado só recordações
nada sobre a pele
nada sobre a pele
futuro
é a certeza do pó
vago e em branco o banco do cinema
vago e em branco o banco do cinema
o
meu cavalo de plástico não cavalga mais
nas
manhãs de segunda feira.
14
abelhas e 02 pequenas borboletas amarelas
em
carnaval no meu jardim
na
cena que me fez sorrir esta manhã.
cheguei a me sentir deus
cheguei a me sentir deus
domingo, 24 de novembro de 2013
dó}mingo
meu coração solitário
em par com a minha alma solidária
formam um lindo triângulo amoroso
com minha carne voluntária
na violência da solidão
não sei qual é mais puto
em par com a minha alma solidária
formam um lindo triângulo amoroso
com minha carne voluntária
na violência da solidão
não sei qual é mais puto
terça-feira, 12 de novembro de 2013
buffet tabaco
celebro
o meu cansaço neste café frio
expectativas
das promessas não feitas
interrompem
o silêncio que não desejei
segunda
feira muda quando o sol nasceu
na
herança de dona penha,
descansa
a última letra sem melodia
música
que não decorei
01
violão que nunca aprendi tocar
endorfina que não
veioera o meio beijo o beijo inteiro
descobertas não descobertas
no seu corpo afro-catrumano.
retorno ao poema inacabado
na areia branca
01 poema aos seus cabelos encaracolados
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
fia
o
que mais me alegrava mesmo
era
está no brilho dos seus olhos
sempre
que eu chegava aos sábados
as
06h da manhã
e
te pegava deitada na cama
assistindo
primeiramente,
aquele sorriso enorme de contentamento
aquele sorriso enorme de contentamento
eu
sempre chegando silencioso
silêncio rompido com,
_é você jurandir?
silêncio rompido com,
_é você jurandir?
hoje
eu cheguei mãe
sábado, 05 de outubro
o silêncio descoberto não é mais o meu
um corpo de 40 quilos
deixou vazio esses 06 cômodos
sábado, 05 de outubro
o silêncio descoberto não é mais o meu
um corpo de 40 quilos
deixou vazio esses 06 cômodos
só
menos vazio que esse 1.90
(...)
(...)
linda
senhora de cabelos brancos
as 06h estarei no mais profundo do sono
será mais fácil para me visitar
as 06h estarei no mais profundo do sono
será mais fácil para me visitar
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
ingenuidade
eu sou quase assim,
romântico
só um pouco mais vagabundo
romântico
só um pouco mais vagabundo
quero
estar escrito no seu olhar
inserido em sua pele negra
inserido em sua pele negra
e criança
sem infância que sou
de nulas lembranças
brincar nestas curvas e vulva
percurso de 1.60
hoje, seus cabelos me conduzem
de nulas lembranças
brincar nestas curvas e vulva
percurso de 1.60
hoje, seus cabelos me conduzem
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
por ora
te deixo ir, tereza
não por opção ou por fraqueza
fica a consciência da saudade contínua
te deixo ir para que descanse e seja feliz
mesmo sabendo que não me fará feliz
essa escolha contrariada.
te liberto dessa minha tirania
da minha fraqueza em assumir que te faço mal.
continuarei com o meu chinelo de couro
com os olhos de pidão
torcendo para que existam muitas esquinas
e serão suas desde sempre
todas as flores amarelas.
se já era pouco ser poeta torto, pagão
fica a consciência da saudade contínua
te deixo ir para que descanse e seja feliz
mesmo sabendo que não me fará feliz
essa escolha contrariada.
te liberto dessa minha tirania
da minha fraqueza em assumir que te faço mal.
continuarei com o meu chinelo de couro
com os olhos de pidão
torcendo para que existam muitas esquinas
e serão suas desde sempre
todas as flores amarelas.
se já era pouco ser poeta torto, pagão
agora de vindas sem sentido
a caneta pede um tempo
a folha em branco pede férias
as mangueiras carregadas
prometem farta safra e todas as recordações
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
para imaginar os seus cabelos
(para Ana Flor)
nasci para ser par
mesmo que um raio me parta
mineiro teimoso de beira de barranco
branco só a minha pele
menino ocre por dentro
feito de toá e não de concreto
vez ou outra, a minha poesia apenas.
sou caipira e não um pirado
bitolado no bom do sertão
sem vocação para ser maria-vai-com-as-outras
sonhando ser a xita numa selva sem árvores
nem me comem por prestação
deixo ir
fico e fico inteiro pro ano que vem.
esta noite tomo um café
imaginando como estará os seus cabelos
intervalo
num breve intervalo da saudade
ontem deu aquela saudade de namorar
de fazer amor, não
deitar, abraçar e beijar na boca
ficar assim até cansar e cair em sono profundo.
o silêncio dura três anos
24h para 30 dias
subir pela cula
mangabeira é um retrato triste
circular pela vilha guilhermina tão doloroso
avistar os morrinhos são as primeiras lembranças
de eu criança te vendo sair
o seu tamanco de madeira som tão recente
nestes quase 40 anos
como os últimos beijos no quarto vermelho
a 29 dias e você não me correspondia
lábios quentes sem respostas.
não fui o seu herói
mas ontem usei aquele terno
pensando nos seus sonhos que não realizei
e para ter certeza que era eu mesmo ali dentro
usava meias que não combinavam em nada
roupa tão bonitinha decorando o triste
meu amor, vem sorrir para mim
circular pela vilha guilhermina tão doloroso
avistar os morrinhos são as primeiras lembranças
de eu criança te vendo sair
o seu tamanco de madeira som tão recente
nestes quase 40 anos
como os últimos beijos no quarto vermelho
a 29 dias e você não me correspondia
lábios quentes sem respostas.
não fui o seu herói
mas ontem usei aquele terno
pensando nos seus sonhos que não realizei
e para ter certeza que era eu mesmo ali dentro
usava meias que não combinavam em nada
roupa tão bonitinha decorando o triste
meu amor, vem sorrir para mim
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
orfiúvo
dizem que quando morrem as mães, os filhos
ficam órfãos
o que vivo é bem além disso
me sinto amputado
viúvo
rejeitado,
com esse desafio de Deus
de me fazer provar enterrar mãe e filha.
quem conhece dessa dor
solta é gargalhadas
das outras desgraças da vida.
e gente chorando porque foi abandonado pela esposa, marido, amigo,
até pela amante que nunca foi só dele.
o que vivo é bem além disso
me sinto amputado
viúvo
rejeitado,
com esse desafio de Deus
de me fazer provar enterrar mãe e filha.
quem conhece dessa dor
solta é gargalhadas
das outras desgraças da vida.
e gente chorando porque foi abandonado pela esposa, marido, amigo,
até pela amante que nunca foi só dele.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
verdade 14
perder
tereza não significa apenas perder tereza
está
muito além disso
é
estar sem alguém no mundo
é
estar sozinho em toda a tradução de "estar" sozinho
é
viver sem perspectiva
de ter alguém, de verdade, do lado
de ter alguém, de verdade, do lado
é
acordar todo os dias e não ter ninguém
numa tribo de quase 8 bilhões de iguais.
numa tribo de quase 8 bilhões de iguais.
perder
tereza não é falar da morte de tereza
é ver morrer quem me amou por completo
quem jamais me traiu
é ver morrer quem me amou por completo
quem jamais me traiu
quem
dividia comigo o pingo do i
e o farelo do pão.
e o farelo do pão.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
diálogo com quintana
sou
desses poemas sem destino
com um pires na mão
com um pires na mão
perdido
nessa imensidão de gente
despercebidadespercebido
que não se iludam os que atravancam o caminho
porque ainda pulsa
esse coração de passarinho
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
matemática da ingratidão, nem poesia nem prosa
tereza que pariu 9 vezes
avó
34
04
vezes bisavó
mais
feliz teria sido
se
trocado tivesse feito
09
cagadas demoradas
por essas 09 trepadas amaldiçoadas
juarez, euclides, maria
por essas 09 trepadas amaldiçoadas
juarez, euclides, maria
eustáquio,
beatriz, zezinho
aqui,
bosta tem nome
jurandir,
lídia, eliane
se apertarem, vão no mesmo pacote.
se apertarem, vão no mesmo pacote.
tereza,
me diz qual a sua sina?
tereza
está lá no quarto vermelho
não
fala, não abre os olhos, não briga mais
aguarda apenas o sorriso de deus
aguarda apenas o sorriso de deus
tereza de telhado tão lindo
qual mesmo é a sua sina?
as mangueiras estão florindo
logo iremos chupar mangas
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