quero registrar o amor não numa folha de papel.
quero registrar o amor nos meus lábios
nas minhas mãos
em meus olhos
na minha pele
nas minhas narinas.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
iguaizinhos
temos na áfrica
o belo da fauna, o belo da flora e o belo dos negros.
no Brasil somos tão iguais.
o belo da fauna, o belo da flora e o belo dos negros.
no Brasil somos tão iguais.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
so para relembrar
avenida francisco morato
é testemunha desse ensaio
não aponto dedos sem motivo
não guardo beijos por devoção
não estive em moçambique
não aprendi a te esquecer
continuo vadio
só não me fiz puta por dinheiro
nem por testamento
nem por testamento
meus acordos são desacordos
a minha rima
a minha rima
rima com se foder
não me conformo/não vou pra casa
com um nó na garganta
a minha estrada não te cabe
pois não te cabe a minha lua
meu amor eu não sou louco
adjetivo sonhador
pedras na lagoa matam tubarões
pedras na lagoa matam tubarões
brasília nada arranha
sou filho de tereza
e inimigo do capeta
estou longe de ser santo
punheteiro de mão cheia
o meu silêncio não tem preço
e inimigo do capeta
estou longe de ser santo
punheteiro de mão cheia
o meu silêncio não tem preço
cortesia o meu escracho
nunca fui mal humoradonão fico sorrindo como um retardado
me prove que 1 + 1 é 2
e tudo fica em paz
domingo, 27 de novembro de 2011
não se esqueça das rosas amarelas
foi a sua mão em meu ombro
o suficiente
para me fazer esquecer o recinto
quando eu já queria ir.
elthomar o meu amor não tinha cantado
não vi quando terminou
minhas mãos tão ousadas
chegaram ao seu rosto
o que não premeditei 10 meses atrás
ontem foi 07
que foi 10
que não chegou a se cumpri a promessa
naquela noite de sábado sem padres e testemunhas
os seus cabelos ainda traçam mapas em minha sina
enquanto as linhas das minhas mãos
orientam a igreja da rosa amarela
jânio o meu herói foi jurandir
quando eu já não poderia chegar aí.
01 buquê de rosas amarelas no lixo
sábado, 19 de novembro de 2011
cabe tudo numa mão em concha
e de repente descubro que não tenho mais vinte e um anos, que não tenho como reverter o quadro fator tempo e corrigir os erros que até então me eram de prazeres. não que deseje hoje deixar de ser torto, mas nessa manhã em que o sol não apareceu, senti saudade das luzes que não colori. não necessariamente precisava ter prismas, apenas queria que tivessem existidos esses instantes. debruçado sobre a janela do porão da minha cabeça, vou olhando ao longe lugares e pessoas onde não cheguei, onde não vivi e onde não deixei marcas. não desenho uma frustração, apenas um esboço para pensar no que perdi. cabe tudo numa mão em concha. as realizações e o saldo. o meu sapato de bico quadrado quase virgem em ser feliz deixou por essas avenidas, tão pouco pó quantas tão poucas lembranças, deles. cabe tudo numa mão em concha. apenas queria conseguir dormir sem precisar deixar a tv ligada em alto volume.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
à francesa
era você saindo e não percebi
não ouvi o bater da porta
na lama do quintal de ontem
nem pegadas ficaram pela manhã
mais sutil que a sua chegada
foi a sua saída
moça, não sabia que é francesa
não sei se foi bom o ruim
o bilhete que você não deixou
caído pelo chão
por sorte não tenho portas ao fundo
por sorte não tenho muros também
apenas mãos abertas
e um jardim que não tem fim.
não ouvi o bater da porta
na lama do quintal de ontem
nem pegadas ficaram pela manhã
mais sutil que a sua chegada
foi a sua saída
moça, não sabia que é francesa
não sei se foi bom o ruim
o bilhete que você não deixou
caído pelo chão
por sorte não tenho portas ao fundo
por sorte não tenho muros também
apenas mãos abertas
e um jardim que não tem fim.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
coisinhas de ontem
para renato russo
a era dos galhos
sorrisos
a era das folhas
olhares
a era da sombra da copa
o vulto
a era da grama
os corpos.
na pele do tronco
o entalhe da promessa
no silêncio da noite
o beijo
nas folhas do caderno
as iniciais
na canção de pensar no outro
tim maia
por debaixo da porta
a carta
...
e era para ser para sempre
mas o sempre sempre acaba.
sábado, 29 de outubro de 2011
oração para os novos dias
para lorena ely pereira barbosa
o meu pé esquerdo sonha com a esquina
o direito apenas sorri
bendita a loucura
so essa para salvar o mundo.
deixe a sua voz equilibrar o meu eixo.
Se encontrarão todos os homens no céu?
se depender de asas não irei
pois não me cabem como pecador
não entendo o porque de anjo não ter sexo
se numa cama é tão divino, imagina nas nuvens?
quero mesmo é ser um anjo vagabundo
a desencaminhar anjas com nuvens pubianas.
do outro lado da rua
uma gestante
sem perceber motiva os meus dias
desce tão linda e não conheço.
vem lorena, sente-se aqui
maiakovski te chama
cante uma canção pra mim.
do meu degrau de todas as tardes
olhos além de fronteiras
onde não á muros, a vida
cantamos então para quebrar os muros.o meu pé esquerdo sonha com a esquina
o direito apenas sorri
bendita a loucura
so essa para salvar o mundo.
deixe a sua voz equilibrar o meu eixo.
Se encontrarão todos os homens no céu?
se depender de asas não irei
pois não me cabem como pecador
não entendo o porque de anjo não ter sexo
se numa cama é tão divino, imagina nas nuvens?
quero mesmo é ser um anjo vagabundo
a desencaminhar anjas com nuvens pubianas.
do outro lado da rua
uma gestante
sem perceber motiva os meus dias
desce tão linda e não conheço.
vem lorena, sente-se aqui
maiakovski te chama
cante uma canção pra mim.
sábado, 22 de outubro de 2011
Província da selva de pedra
06h
o amante pula o muro da casa vizinha
07h
Geme a porta da casa vizinha
08h
Um salto alto se despede da casa vizinha
09h
Um carro estaciona na casa vizinha
10h
O telefone toca na casa vizinha
11h
Risadas ecoam na casa vizinha
12h
os malditos falam em voz baixa
os malditos falam em voz baixa
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
esboço para sonhar grande
a flor – no barranco
o sorriso – no tranco
o convite – no banco
o olhar – no bolso
a mão – na carteira
o encanto – na grife
nãonosjoguedaponte
a lua – que nos come
uma canção – o gozo
um esbarrão – eternidade
o vinho – uma chance
para sempre – o hibisco
meu amor – nos encontramos na esquina.
o sorriso – no tranco
o convite – no banco
o olhar – no bolso
a mão – na carteira
o encanto – na grife
nãonosjoguedaponte
a lua – que nos come
uma canção – o gozo
um esbarrão – eternidade
o vinho – uma chance
para sempre – o hibisco
meu amor – nos encontramos na esquina.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
23h59m
para SamPri
há 01 gosto de blues
na saliva do teu beijo
todos os desejos
no infinito dos meus olhos
há 01 canto que te chama...
batepulsagrita
há 01 gosto de blues
na saliva do teu beijo
todos os desejos
no infinito dos meus olhos
há 01 canto que te chama...
batepulsagrita
sábado, 10 de setembro de 2011
01 segundo
não rezo as cartilhas
não dou pilhas
não dou bola
não caminho em linhas retas
não sou daqui
sou de lá
não sou assim não sou assado
sou cru
relógio para decorar o pulso
ou a parede.
ana tic
ítalo tac
luã tic
ana tac
ana tic
maíni tic tac tic tac tic tac tic tac...
não há carnaval maior que o silêncio
dos inteligentes
não há temas no meu enredo
e sim uma moça nua.
não tenho nada de santo
nem alado sou
saudade das fechaduras de antigamente.
nasci para desatino
sem parafuso na cabeça
não há giros no moinho
nem herói na currutela.
eu'sentado'na'beirada
não dou pilhas
não dou bola
não caminho em linhas retas
não sou daqui
sou de lá
não sou assim não sou assado
sou cru
relógio para decorar o pulso
ou a parede.
ana tic
ítalo tac
luã tic
ana tac
ana tic
maíni tic tac tic tac tic tac tic tac...
não há carnaval maior que o silêncio
dos inteligentes
não há temas no meu enredo
e sim uma moça nua.
não tenho nada de santo
nem alado sou
saudade das fechaduras de antigamente.
nasci para desatino
sem parafuso na cabeça
não há giros no moinho
nem herói na currutela.
eu'sentado'na'beirada
sábado, 27 de agosto de 2011
tereza não se lembrou
as datas que nunca me prenderam
nunca me pegaram
essa noite me venceram.
35 agostos com gosto 34.
hoje 35
com carinho o beijo e o abraço
de tantos os amigos
coloridos
brancos, afros
tereza não ligou.
tereza não se deu conta
desse 24 de agosto
de leminski, de felix, de senne
de jurandir
tereza não se lembrou.
pela 1ª vez tereza não se lembrou.
tereza criança não ligou
não beijou
não deu colo esse dia.
tereza não se lembrou.
alzaimer (alzaimer)
tereza não se lembrou.
24 de agosto e tereza não se lembrou.
maldito alzaimer
maldito alzaimer
tereza não se lembrou.
pergunto sobre o dia
tereza sorrir banguela tão linda
não sabe dizer
mas pergunta porque.
so para dizer que te amo tereza.
nunca me pegaram
essa noite me venceram.
35 agostos com gosto 34.
hoje 35
com carinho o beijo e o abraço
de tantos os amigos
coloridos
brancos, afros
tereza não ligou.
tereza não se deu conta
desse 24 de agosto
de leminski, de felix, de senne
de jurandir
tereza não se lembrou.
pela 1ª vez tereza não se lembrou.
tereza criança não ligou
não beijou
não deu colo esse dia.
tereza não se lembrou.
alzaimer (alzaimer)
tereza não se lembrou.
24 de agosto e tereza não se lembrou.
maldito alzaimer
maldito alzaimer
tereza não se lembrou.
pergunto sobre o dia
tereza sorrir banguela tão linda
não sabe dizer
mas pergunta porque.
so para dizer que te amo tereza.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
dentro de mim, nós!
dentro de mim
cabem ainda
todos os dias que não vivemos juntos
e minhas narinas
guardam o cheiro da sua intimidade
dando sentido aos meus dias.
dentro dos meus lábios
cabem ainda todos os beijos não dados
assim como em meus olhos
cabem apenas o seu retrato.
dentro das minhas mãos estendidas
cabem todo o destino que quero dividir contigo
sem olhar para trás.
no meu corpo de 1.90
cabe tão perfeitamente o seu 1.60
que nem de salto você precisa
para ficar do meu tamanho.
cabem ainda
todos os dias que não vivemos juntos
e minhas narinas
guardam o cheiro da sua intimidade
dando sentido aos meus dias.
dentro dos meus lábios
cabem ainda todos os beijos não dados
assim como em meus olhos
cabem apenas o seu retrato.
dentro das minhas mãos estendidas
cabem todo o destino que quero dividir contigo
sem olhar para trás.
no meu corpo de 1.90
cabe tão perfeitamente o seu 1.60
que nem de salto você precisa
para ficar do meu tamanho.
domingo, 7 de agosto de 2011
+ que antropofágico
(para paloma brunet)
há 01 vinho
por essas avenidas de são paulo
que ainda não tomei
nem me perdi na beira de um abismo
dentro do seu corpo pela ribanceira.
não sou poste
por essas avenidas de são paulo
que ainda não tomei
nem me perdi na beira de um abismo
dentro do seu corpo pela ribanceira.
não sou poste
não sou placa
não trago nenhuma informação
não trago nenhuma informação
que contenha o tamanho do meu tesão
enquanto desvendo
a minha direção.
não sou poste
não sou poste
não sou placa
nenhum sinal retratando o meu tesão.
avenida 09 de julho e nenhum vinho
na cabeça
nas cabeças
apenas um desejo
além de antropofágico
de te encontrar na ribanceira.
rola beibi sobre mim
keroauc cantarola quintana em meu ouvido esquerdo
rola beibi sobre mim
keroauc cantarola quintana em meu ouvido esquerdo
no direito geme sem pudor menina.
há 01 vinho na margem do abismo.
sábado, 9 de julho de 2011
manhã de terça feira
os dias
não são senhores de mim
me envelhecem a carne
não me cansam a alma.
os dias são de terror
para quem tem medo da vida
e não é feliz por ser quem é.
envelhecer não me aterroriza
medo tenho mas bem poucos,
me perder dos olhos de tereza
não existir para os meus filhos
e os meus lábios se esquecerem
do calor do seu beijo
naquela manhã de terça feira.
maíni,
aquele beijo foi numa manhã
de terça feira.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
esse tempo para escrever
nas noites em que não estou contigo
nos dias em que não lhe tenho
ainda assim continuo a escrever
quando muitos já teriam desistido.
qualquer papel em branco traz a mim
todo o seu perfume
e sem me dar conta, algum poema surge.
vazio apenas quando a caneta ou o lapis
não se encontram em minha mão.
e quando escrevo sinto o meu nariz e lábios
entre o teu seio
e seus mamilos a me roçar pela face.
avistar uma caneta e papel qualquer
é a oportunidade de fazer amor, de novo,
contigo.
é a oportunidade de ter o seu sexo devorando o meu.
quando e enquanto escrevo
não estou só
não sinto frio
e a saudade cede lugar para a sua presença.
egoísta sim e tranquilo pois,
é quando escrevo que tenho você para mim, so para mim,
de novo.
enquanto escrevo vem-me o retrato da sua cara feliz e assustada
com esse poeta tarado. e por você. e apenas por você.
enquanto escrevo, desenho os momentos que vivemos
os momentos que não tivemos
e desenho você pela eternidade ao meu lado.
enquanto a caneta é o par do papel
não sou o seu herói
somos o par
entre o divino e o profano.
meu amor,
é por isso que escrevo.
nos dias em que não lhe tenho
ainda assim continuo a escrever
quando muitos já teriam desistido.
qualquer papel em branco traz a mim
todo o seu perfume
e sem me dar conta, algum poema surge.
vazio apenas quando a caneta ou o lapis
não se encontram em minha mão.
e quando escrevo sinto o meu nariz e lábios
entre o teu seio
e seus mamilos a me roçar pela face.
avistar uma caneta e papel qualquer
é a oportunidade de fazer amor, de novo,
contigo.
é a oportunidade de ter o seu sexo devorando o meu.
quando e enquanto escrevo
não estou só
não sinto frio
e a saudade cede lugar para a sua presença.
egoísta sim e tranquilo pois,
é quando escrevo que tenho você para mim, so para mim,
de novo.
enquanto escrevo vem-me o retrato da sua cara feliz e assustada
com esse poeta tarado. e por você. e apenas por você.
enquanto escrevo, desenho os momentos que vivemos
os momentos que não tivemos
e desenho você pela eternidade ao meu lado.
enquanto a caneta é o par do papel
não sou o seu herói
somos o par
entre o divino e o profano.
meu amor,
é por isso que escrevo.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quando o vício da mentira domina
ora ou outra fico observando alguns mentirosos, não me assustam, não me irritam e nem me entristecem. acho até engraçado. pior. quase sempre ruins atores. ruins atrizes. o mentiroso tem o péssimo hábito de subjugar a inteligência dos outros. contam suas sugestas (lorotas) e que não convencem. minha vizinha pula a cerca. não tenho nada com isso e acho engraçado as desculpas pro marido. a síndica do meu prédio é mãe de muitas sugestas e chega a pensar que vamos acreditar. oras bolas...gosto de observar. calado e rindo. é de fato o comportamento do vício. assim como os viciados em drogas tem as suas necessidades, mentem. ninguém acredita. nem eles. mas precisam mentir.
terça-feira, 31 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
salvação
as vezes eu queria ser zé-povinho
ouvir funk, pagode e axé
gostar de falar da vida alheia
assistir big brother
achar lindo e usar a cueca acima da calça
e os cabelos do saco todo a mostra
com a bunda de fora.
mas quis o destino que nem bunda eu tivesse.
ou seja
nasci pra ser mala.
ouvir funk, pagode e axé
gostar de falar da vida alheia
assistir big brother
achar lindo e usar a cueca acima da calça
e os cabelos do saco todo a mostra
com a bunda de fora.
mas quis o destino que nem bunda eu tivesse.
ou seja
nasci pra ser mala.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Atrito
Amigos, o nosso livro ATRITO.
Adquira o seu exemplar.
ISBN: 978-85-64471-01-6
96 páginas
Editora Catrumano
R$ 20,00 (frete grátis)
96 páginas
Editora Catrumano
R$ 20,00 (frete grátis)
terça-feira, 15 de março de 2011
bilhete para vencer o suicídio
face
faca
a ponta nos olhos
hematoma na lâmina.
há faca entre dentes
há uma rosa amarela na mão
entre cerrados e serrotes
trincheiras
e anunciações
não pare antes
nem depois
da ponte.
harmoniosamente
a canção da paz.
_vai rolar bundalele lá no meu apê.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
acordos
as putas
negociam as bucetas.
os putos
negociam a nação.
Deus, dê vida longas as putas
e, transforme brasília em sal.
negociam as bucetas.
os putos
negociam a nação.
Deus, dê vida longas as putas
e, transforme brasília em sal.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
dia a dia
para marcus viana
a caneta largada
o corpo tombado
cedem ao cansaço da alma
num labirinto de bandeiras.
há chinelos gastos
couro abatido
cerzido
porque não se remenda sonhos.
o corpo tombado
cedem ao cansaço da alma
num labirinto de bandeiras.
há chinelos gastos
couro abatido
cerzido
porque não se remenda sonhos.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
o alma nua
[a igor xavier, eterna presença em minha essência]
enquanto la fora
as buzinas ditam os ritmos dos passos e,
nenhuma flor sob o asfalto é observada
fico aqui
contemplado com as cores do amor
e sua deliciosa alma nua.
enquanto la fora
as buzinas ditam os ritmos dos passos e,
nenhuma flor sob o asfalto é observada
fico aqui
contemplado com as cores do amor
e sua deliciosa alma nua.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
vagabundamente
para ju rodrigues
sem muita pressa
nessa avenida de descompassos
zig-zag em calçadas tão largas
tantas cores e todos fuscos
há um velório em cada rosto.
adereços e adornos
vitrine na pele
e
discursos vazios
de gente bamba
por isso sou gauche.
vagabundamente imortal.
distante dos alvos. e das culpas.
o que me prende
são apenas as moças de vestidos floridos
estampados como diz dona tereza.
não há números não há cifras
o que me apetece
são os sorrisos
e vagabundamente os gozos.
sou torto
sem chances
assim como desentortar o meu pau
não há chances.
caminhando pela avenida paulista
lá vai o vagabundo.
nessa avenida de descompassos
zig-zag em calçadas tão largas
tantas cores e todos fuscos
há um velório em cada rosto.
adereços e adornos
vitrine na pele
e
discursos vazios
de gente bamba
por isso sou gauche.
vagabundamente imortal.
distante dos alvos. e das culpas.
o que me prende
são apenas as moças de vestidos floridos
estampados como diz dona tereza.
não há números não há cifras
o que me apetece
são os sorrisos
e vagabundamente os gozos.
sou torto
sem chances
assim como desentortar o meu pau
não há chances.
caminhando pela avenida paulista
lá vai o vagabundo.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
remendos
essa linha invisível
costurando o meu corpo
tentativa vã
de fazer cicatrizar
as feridas do coração.
invisível na carne
latente na alma.
gemidos contidos no silêncio
soluços parceiros da poesia.
overdose de caos
a lâmina me chama.
costurando o meu corpo
tentativa vã
de fazer cicatrizar
as feridas do coração.
invisível na carne
latente na alma.
gemidos contidos no silêncio
soluços parceiros da poesia.
overdose de caos
a lâmina me chama.
sábado, 15 de janeiro de 2011
travesseiro
[para lobão]
há 01 poeta
construindo versos
buscando o seu amor.
há 01 poeta
jogando pedras
quebrando vidraças.
há 01 poeta
desatando nós
construindo pontes.
há 01 poeta
errante
em direção ao sol.
há 01 poeta
em algum canto
procurando o seu canto.
há 01 poeta
entre a ira e o pranto
buscando o encontro.
há 01 poeta
puto
triste
que não se encontra.
há 01 poeta
construindo versos
buscando o seu amor.
há 01 poeta
jogando pedras
quebrando vidraças.
há 01 poeta
desatando nós
construindo pontes.
há 01 poeta
errante
em direção ao sol.
há 01 poeta
em algum canto
procurando o seu canto.
há 01 poeta
entre a ira e o pranto
buscando o encontro.
há 01 poeta
puto
triste
que não se encontra.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
por ora, solteiro. oras. bolas
sem susto
e nenhum medo punk
balanço a mão
num desses cruzamentos de são paulo
chamando sua atenção.
ora meu amor
como te encontar se você nem está aqui?
volto para minas.
minas está mais perto de mim.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
meu grito para você ficar
[música]
olha eu aqui
te pedindo para ficar – não vai
não me deixe pra traz
não se deixe enganar
nossa história é uma canção
que não se acaba aqui
desarrume a mala
desarme a alma
meus braços abertos - me abrace
a nossa estrada é uma só
o caminho que liga os nossos corações...
mais que lençóis amassados
mais que os desejos da carne
temos as flores em nós
somos as cores de Deus
e não acredito ter sido
em vão esse encontro.
fica - não vai
deixe o destino sorrir
não há motivos para você desistir
tão claro quanto as nuvens de minas
te pedindo para ficar – não vai
não me deixe pra traz
não se deixe enganar
nossa história é uma canção
que não se acaba aqui
desarrume a mala
desarme a alma
meus braços abertos - me abrace
a nossa estrada é uma só
o caminho que liga os nossos corações...
mais que lençóis amassados
mais que os desejos da carne
temos as flores em nós
somos as cores de Deus
e não acredito ter sido
em vão esse encontro.
fica - não vai
deixe o destino sorrir
não há motivos para você desistir
tão claro quanto as nuvens de minas
é o nosso amor que não se acabou
fica – não vai
se você for – eu vou
fica ou me leva – amor...
fica – não vai
se você for – eu vou
fica ou me leva – amor...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
encontro
[a lucia c. c. barbosa]
quem disse que
não?
eis-me aqui
pulso
tentação.
lavoura.
e fico
e vou
estou.
é primavera.
quem disse que
não?
eis-me aqui
pulso
tentação.
lavoura.
e fico
e vou
estou.
é primavera.
domingo, 12 de dezembro de 2010
tim maia e roupa nova na vitrola
das saudades que sinto
as que mais machucam
são as dos beijos que não dei.
os beijos dados - ainda sentidos.
os beijos negados - lábios em remorso.
as que mais machucam
são as dos beijos que não dei.
os beijos dados - ainda sentidos.
os beijos negados - lábios em remorso.
companheiro
tenho
ao alcance da mão
ferramentas de transformação
lápis
papel.
por ora
meu lápis não traz borboletas
e no meu papel
nenhuma rosa vermelha.
in-sa-tis-fei-to
apenas pedras
camufladas em palavras.
ao alcance da mão
ferramentas de transformação
lápis
papel.
por ora
meu lápis não traz borboletas
e no meu papel
nenhuma rosa vermelha.
in-sa-tis-fei-to
apenas pedras
camufladas em palavras.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
uma sessão de cinema e alguns caos
[a marli froes]
o ontem que se foi
me deixou poucas alternativas para hoje
que já nasce curto
nessas 16 horas
para o amanhã que já vai chegar.
a luta travada
a curva quadrada
o vazio na tv e na cama
tudo levando ao fim
o branco absoluto do papel.
so há rimas quando não há rumos.
nem prumos
nem próximos.
o som mais colorido
é o elevador que não para
mesmo não subindo com boas notícias.
deveria ser pintado de verde
todos os elevadores.
a minha vista panorâmica
mostra o belo de são paulo
e os primatas na paulista.
há duas garrafas vazias de vinho.
o ontem que se foi
me deixou poucas alternativas para hoje
que já nasce curto
nessas 16 horas
para o amanhã que já vai chegar.
a luta travada
a curva quadrada
o vazio na tv e na cama
tudo levando ao fim
o branco absoluto do papel.
so há rimas quando não há rumos.
nem prumos
nem próximos.
o som mais colorido
é o elevador que não para
mesmo não subindo com boas notícias.
deveria ser pintado de verde
todos os elevadores.
a minha vista panorâmica
mostra o belo de são paulo
e os primatas na paulista.
há duas garrafas vazias de vinho.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
porque eu não sei
me assusto
quando quero te assustar
me revelando quem sou
e você apenas sorri.
te chamo pra briga
você me chama para fazer amor.
olho para o teto
sua mão aperta o meu queixo
e sem nenhum receio escorrega
ao meu peito.
balbucio temas para um dilema
você me vence com o silêncio do beijo.
rogo praga a sua discoteca tão pobre
de canções tão miseráveis
e ainda assim me toma no colo.
quando penso que te levo pra cama
você ja me levou para o seio.
não sei o que é, não sei o que sou
seria esse o meu faz de conta
o tal do amor?
quando quero te assustar
me revelando quem sou
e você apenas sorri.
te chamo pra briga
você me chama para fazer amor.
olho para o teto
sua mão aperta o meu queixo
e sem nenhum receio escorrega
ao meu peito.
balbucio temas para um dilema
você me vence com o silêncio do beijo.
rogo praga a sua discoteca tão pobre
de canções tão miseráveis
e ainda assim me toma no colo.
quando penso que te levo pra cama
você ja me levou para o seio.
não sei o que é, não sei o que sou
seria esse o meu faz de conta
o tal do amor?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
joguinho de rimas
minha mão
rima com as suas coxas.
minha outra mão
rima com suas mamas.
meu corpo
rima sobre o corpo seu
também rima debaixo do corpo seu.
minha boca
rima com sugar você todinha.
sua boca
rima me descobrir das cabeças aos pés.
minha língua
rima com o seu umbigo
e também com os seus pelos e mistérios.
sua língua
rima com o meu rijo pecado.
so não quero saber de rimar
sexo com gozo solitário.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
blues pela rua bocaiúva
[a sholmes souto]
uns trocos no bolso esquerdo
uns sonhos na palma da mão
a mão no bolso direito esconde o tesão.
caminhos sem direção
a minha trilha sonora
rola sholmes souto solto num blues
numa gaita
punk.
numa gaita
azul.
numa gaita
elevação.
numa gaita
re-ve-la-ção.
fotografias em mosaicos
da mocinha de guarulhos
das árvores de goiânia
da caatinga de montes claros
da catinga de são paulo.
vago
01 poeta cru
sem cartas na manga
sem esqueminhas para depois do expediente
apenas um olhar caído em direção ao cerrado
e a moça de rosa amarela na mão.
a procura
sem pausa e paradas
sem tempo para o café
o asfalto é longo
em algum ponto ela me espera.
desconheço a sua cor
ou a cor de seus olhos
há uma pintura em meus olhos
de seus valores resistentes.
resistindo
aos tempos do modismo
e não uma "dessa" vai com as outras.
sem tempo para o café
o asfalto é longo
em algum ponto ela me espera.
desconheço a sua cor
ou a cor de seus olhos
há uma pintura em meus olhos
de seus valores resistentes.
resistindo
aos tempos do modismo
e não uma "dessa" vai com as outras.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
rivotril
nesse pequeno comprimido branco
existe o paraíso
existe o capeta.
tem uma risca
para que se possa partir ao meio
em qual meio existe o paraíso?
em qual meio existe o capeta?
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
as cores de antonia
[a maria luzinete]
me tenha longe do armário
pois assim
quando partirmos
teremos existidos sem máscaras
e textos decorados.
eu partindo primeiro
deixo em você o meu grito
_da fé que não perdi,
_do beijo que não desisti,
_da moça com a rosa amarela na mão
com quem não me casei na igreja dos morrinhos.
deixo em você o meu tesão
_que não se rendeu pelos desencontros.
deixo em você os meus olhos
_que não se cansaram de te buscar ao longe.
deixo em você todos os meus medos
_mas com a paz de nunca ter ferido alguém.
deixo em você as minhas lágrimas
_das bandeiras perdidas mas levantadas.
deixo em você os meus dias
_neles construí as minhas pontes.
deixo em você as minhas noites
_nelas construí a minha eternidade.
mas em especial
deixo em você o meu sorriso
não porque ele seja mais puro que outros
e sim,
porque foi com você
que ele aprendeu a existir.
me tenha longe do armário
pois assim
quando partirmos
teremos existidos sem máscaras
e textos decorados.
eu partindo primeiro
deixo em você o meu grito
_da fé que não perdi,
_do beijo que não desisti,
_da moça com a rosa amarela na mão
com quem não me casei na igreja dos morrinhos.
deixo em você o meu tesão
_que não se rendeu pelos desencontros.
deixo em você os meus olhos
_que não se cansaram de te buscar ao longe.
deixo em você todos os meus medos
_mas com a paz de nunca ter ferido alguém.
deixo em você as minhas lágrimas
_das bandeiras perdidas mas levantadas.
deixo em você os meus dias
_neles construí as minhas pontes.
deixo em você as minhas noites
_nelas construí a minha eternidade.
mas em especial
deixo em você o meu sorriso
não porque ele seja mais puro que outros
e sim,
porque foi com você
que ele aprendeu a existir.
o bolo
não é de chocolate
não traz velas ou confetes
o que não acontece
desde o sexto agosto.
tem cheiro de rosa
largada
sobre um banco de praça.
sem nenhuma testemunha
por sorte.
não traz velas ou confetes
o que não acontece
desde o sexto agosto.
tem cheiro de rosa
largada
sobre um banco de praça.
sem nenhuma testemunha
por sorte.
sábado, 20 de novembro de 2010
de todas as cores - antologia psiu poético
R$ 15,ºº (frete incluso para todo o brasil) esse livro que organizei com 12 poetas participantes do 24º salão nacional de poesia.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
insone
altas horas e o sono nada
para o cochilo do torto.
sem poesia
sem proposta
para o dia que nasce
a não ser
essa linha esquerda
que contorna o pensamento
e não me leva a menina dos olhos.
nem rimbaud
nem bandeira
mas com a haste dura
e sem suicídios nas cabeças...
subentenda
01 pecado entre as palavras
01 pau duro nesse tema.
para o cochilo do torto.
sem poesia
sem proposta
para o dia que nasce
a não ser
essa linha esquerda
que contorna o pensamento
e não me leva a menina dos olhos.
nem rimbaud
nem bandeira
mas com a haste dura
e sem suicídios nas cabeças...
subentenda
01 pecado entre as palavras
01 pau duro nesse tema.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
são paulo punk festival trash
[para rita câmara]
são paulo me come me devora me cospe
não deixa nenhum recado debaixo da porta.
são paulo não ler poesia punk com óleo de pequi
estraga tudo que trouxe na mala de rodinhas
o poeta e as poesias.
são paulo necrófila matando humanos
alimentando monstros
foda-se fodam-se fodam-me...
lema tema dilema
cabe tudo numa cachaça
são paulo é a puta que não me pariu
dona tereza é a santa padroeira de tudo.
sem jardins
sem janelas
sem olhares
so vale calcinhas e cuecas arriadas.
são paulo me matou em 1988
nem morri na primavera
nem morri de um gozo
são paulo é foda.
são paulo não vai ao sertão
são paulo não leu poesia x
são paulo existe nas escadas dos shoppings
e nas vielas dos cinemas.
são paulo não tem tempo
são paulo não tem gente
so teatros e conveniências...
são paulo me come me devora me cospe
não deixa nenhum recado debaixo da porta.
são paulo não ler poesia punk com óleo de pequi
estraga tudo que trouxe na mala de rodinhas
o poeta e as poesias.
são paulo necrófila matando humanos
alimentando monstros
foda-se fodam-se fodam-me...
lema tema dilema
cabe tudo numa cachaça
são paulo é a puta que não me pariu
dona tereza é a santa padroeira de tudo.
sem jardins
sem janelas
sem olhares
so vale calcinhas e cuecas arriadas.
são paulo me matou em 1988
nem morri na primavera
nem morri de um gozo
são paulo é foda.
são paulo não vai ao sertão
são paulo não leu poesia x
são paulo existe nas escadas dos shoppings
e nas vielas dos cinemas.
são paulo não tem tempo
são paulo não tem gente
so teatros e conveniências...
era para ser pra você
nem careta nem bobão
01 sonho lilás
01 encontro numa bolha de sabão
sem confabular frases
sem beicinhos e jargões
ao acaso.
01 ponto de ônibus
01 esbarrão pelo mercado
numa dessas noites frias
da festa do pequí.
sem improvisos.
relaxadamente solto
numa rima sem rumo
que haja
desencontro com o caos.
sem hora marcada
_para ir embora.
reencontro marcado
na praça da matriz.
beibi eu te amo não demora
tenho pressa
ser feliz não tem hora
é toda hora.
01 sonho lilás
01 encontro numa bolha de sabão
sem confabular frases
sem beicinhos e jargões
ao acaso.
01 ponto de ônibus
01 esbarrão pelo mercado
numa dessas noites frias
da festa do pequí.
sem improvisos.
relaxadamente solto
numa rima sem rumo
que haja
desencontro com o caos.
sem hora marcada
_para ir embora.
reencontro marcado
na praça da matriz.
beibi eu te amo não demora
tenho pressa
ser feliz não tem hora
é toda hora.
sou dona fulana
01 teto
uma tv de plasma
todos os livros
sem sentido.
fumo não fumo
cheiro não cheiro.
so de vez enquando.
trepo com todos os convites
canto sem melodia todos os rapazinhos
seja mocinho ou bandido
não descarto nenhum assédio
pernas abertas que te quero sempre.
meu clítoris - tudo é nosso
o pau
_meumeumeumeumeutodosmeus.
traço o hemoterapeuta
meu swing é com trilha de forró
pausa...
lavando fica novo
sacodindo a poeira
ageitando as tetas
pronto
la vou de novo...
uma tv de plasma
todos os livros
sem sentido.
fumo não fumo
cheiro não cheiro.
so de vez enquando.
trepo com todos os convites
canto sem melodia todos os rapazinhos
seja mocinho ou bandido
não descarto nenhum assédio
pernas abertas que te quero sempre.
meu clítoris - tudo é nosso
o pau
_meumeumeumeumeutodosmeus.
traço o hemoterapeuta
meu swing é com trilha de forró
pausa...
lavando fica novo
sacodindo a poeira
ageitando as tetas
pronto
la vou de novo...
a farsa
não moro em brasília
não sou latifundiário no pará
não sou nenhum cacique de manaus
nem empresário no nordeste.
não entrei pelas portas do fundo na petrobrás
não fiz contrato com nenhum estatal
não me chamo franklin martins
e nenhum puto marginal.
não sou 01 heroi.
não sou 01 mocinho.
nem nenhum sassá mutema
não batam em meu portão
meu feijão não!
quando a fichar cair,
marque uma audiência
mostre seu cartão-cidadão.
não sou latifundiário no pará
não sou nenhum cacique de manaus
nem empresário no nordeste.
não entrei pelas portas do fundo na petrobrás
não fiz contrato com nenhum estatal
não me chamo franklin martins
e nenhum puto marginal.
não sou 01 heroi.
não sou 01 mocinho.
nem nenhum sassá mutema
não batam em meu portão
meu feijão não!
quando a fichar cair,
marque uma audiência
mostre seu cartão-cidadão.
cinema 24h
nem medo nem nada
reprises dos antontis
nem cheiro de cerrado
nem cores de canela.
tudo escorregadio
como bala em boca de banguela.
reprises dos antontis
nem cheiro de cerrado
nem cores de canela.
tudo escorregadio
como bala em boca de banguela.
números
[para gisely arante - formiga/mg]
não busco a pluralidade da cama.
_unicamente,
a individualidade do corpo.
não busco a pluralidade da cama.
_unicamente,
a individualidade do corpo.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
o balé
em ritmos inconstantes
dançam as minhas mãos
sobre a moça de olhos azuis
premeditando 01 gozo solitário.
minha mão direita me leva a uma bailarina japonesa.
meu dedo indicador esquerdo uma língua em meu umbigo.
domingo, 17 de outubro de 2010
roseiras
o certo de tudo
é que ainda te aguardo
entre as roseiras da esquina
e a margem esquerda da poesia.
passeios a camas
sem aquelas flores vermelhas
como pintei
na tela da sua chegada.
nas minhas poucas certezas
eu te aguardo.
é que ainda te aguardo
entre as roseiras da esquina
e a margem esquerda da poesia.
passeios a camas
sem aquelas flores vermelhas
como pintei
na tela da sua chegada.
nas minhas poucas certezas
eu te aguardo.
sábado, 16 de outubro de 2010
o simples
o simples
dura o tempo de uma eternidade
sorri sem medo
cantarola sem receio
não se rende aos teatros
do faz de conta.
o simples não é maria vai com as outras
simplesmente gosta ou não.
simplesmente diz sim ou não.
o simples tem gosto de quero mais
aglutina os ambientes
e da um colorido especial as amizades.
o simples não observa a vida alheia
não se prende a taças
quando quer apreciar o vinho
e regras são só regras.
o simples é de uma pessoa apenas
não de todos
não de todas as camas.
o simples transforma qualquer ambiente
não se rende aos esquemas
e tem sempre o brilho nos olhos.
dura o tempo de uma eternidade
sorri sem medo
cantarola sem receio
não se rende aos teatros
do faz de conta.
o simples não é maria vai com as outras
simplesmente gosta ou não.
simplesmente diz sim ou não.
o simples tem gosto de quero mais
aglutina os ambientes
e da um colorido especial as amizades.
o simples não observa a vida alheia
não se prende a taças
quando quer apreciar o vinho
e regras são só regras.
o simples é de uma pessoa apenas
não de todos
não de todas as camas.
o simples transforma qualquer ambiente
não se rende aos esquemas
e tem sempre o brilho nos olhos.
anúncio
02 corpos
ou mais
sem nenhum passado
sem nenhum beijo
a carne em oferta
se expondo o banquete.
a promoção
alguns cliques apenas
a cam
01 estriper
01 esquema
me coma/te como
nada além
até mais.
aceito casal
ou qualquer um
01 compromisso
traga apetrechos.
-ela quer gozar muuuito.
ou mais
sem nenhum passado
sem nenhum beijo
a carne em oferta
se expondo o banquete.
a promoção
alguns cliques apenas
a cam
01 estriper
01 esquema
me coma/te como
nada além
até mais.
aceito casal
ou qualquer um
01 compromisso
traga apetrechos.
-ela quer gozar muuuito.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
gosto do estranho
"para joão reis fonseca, amigo para sempre presente"
todas as pontas de
facas
amassadas
inteira minha mão
descansando no queixo.
coração vazio nada inteiro.
diante de mim indiferente o vinho
abafado/abafando as lembranças no peito.
não fiz amor com a moça no arpoador.
_silêncio
(01 poeta em conflito)
emoções
guardadas numa caixa de sapato
esquecidas longamente sobre o armário
onde jaz o passado.
não acorda defunto.
nem são paulo nem manaus
s
o
a
cagada
a
r
m
a
todas as pontas de
facas
amassadas
inteira minha mão
descansando no queixo.
coração vazio nada inteiro.
diante de mim indiferente o vinho
abafado/abafando as lembranças no peito.
não fiz amor com a moça no arpoador.
_silêncio
(01 poeta em conflito)
emoções
guardadas numa caixa de sapato
esquecidas longamente sobre o armário
onde jaz o passado.
não acorda defunto.
nem são paulo nem manaus
s
o
a
cagada
a
r
m
a
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
circo
há um conflito
indizível
entre 01 poeta
e o crer.
alguns livros ditando
vidas
respostas
prontas e confabuladas
desorientando rumos.
el mago vende tudo
não transforma nada
01 faz de conta
transcendental.
...e o coelho na cartola!
...ou nas limusines?
bancam tolos.
a rodos
a rotos
arrotos.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
moça
ei moça
meu olhar te acompanha
te devora
te come.
ei moça
minha alma te observa
te namora
te canta.
ei moça
meu lábios te chamam
te trazem
te reclamam.
ei moça
minhas mãos te acenam
te enlaçam
te buscam.
ei moça
meu corpo te deseja
te conduz
te ama.
ei moça
meu nariz
é...
o que rima com nariz?
não sei.
sei que ele quer
é cheirar você todinha.
é cheirar você todinha.
uma canção para glória
[para glória amorim]
nesses entraves constantes
quando Deus é o meu alvo
tiros certeiros
em mim...
glória a moça da paraíba
onde anda?
hosana menina (hosana menina)
me encanta esse seu templo santo
38 estações
nenhuma violação
queria ser Deus e casar com você.
não estou no tibet (não estou no tibet).
qual milagre pediram teus pais?
anunciaram tua vinda mulher menina?
te adivinho num vinho
sem taça/sem copo/nos olhos
quando a alguns ontens te vi.
são benedito manda um abraço
se esqueceu dos seus recados
e a minha barba por fazer...
a minha lâmpada sem gênio
01 poeta genioso (poeta burro)
01 tiro mascado
Deus sorrindo de longe
te exalto menina.
hosana menina.
nesses entraves constantes
quando Deus é o meu alvo
tiros certeiros
em mim...
glória a moça da paraíba
onde anda?
hosana menina (hosana menina)
me encanta esse seu templo santo
38 estações
nenhuma violação
queria ser Deus e casar com você.
não estou no tibet (não estou no tibet).
qual milagre pediram teus pais?
anunciaram tua vinda mulher menina?
te adivinho num vinho
sem taça/sem copo/nos olhos
quando a alguns ontens te vi.
são benedito manda um abraço
se esqueceu dos seus recados
e a minha barba por fazer...
a minha lâmpada sem gênio
01 poeta genioso (poeta burro)
01 tiro mascado
Deus sorrindo de longe
te exalto menina.
hosana menina.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
colo
o meu amor se chama tereza
dela todas as verdades.
o meu amor se chama tereza
ela me acolhe
nela me recolho.
dela todas as verdades.
o meu amor se chama tereza
ela me acolhe
nela me recolho.
croquis
descompromissado com o kaos
sem rasgar nenhuma página
do meu diário de páginas amarelas
desenho planos
entre essas ruas estreitas de montes claros
para colorir o meu dia.
sacanagem maria,
porque você ta distante?
sem rasgar nenhuma página
do meu diário de páginas amarelas
desenho planos
entre essas ruas estreitas de montes claros
para colorir o meu dia.
sacanagem maria,
porque você ta distante?
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