...se o mundo separou
é porque não foi poesia
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
terça-feira, 30 de agosto de 2016
uma carta para cristovam buarque
carta que enviei ao senador cristovam buarque. por ora,
sem resposta
att,
jurandir barbosa
senhor cristovam buarque, quase
vinte anos atrás eu li a sua fala numa universidade nos estados unidos e me
emocionou muito aquela fala. do seu patriotismo e da honra em ser brasileiro.
me orgulhou quando respondeu a um presente que lhe perguntou o que senhor
pensava da internacionalização da amazônia. a sua resposta foi a fala e o texto
mais lindo que um brasileiro poderia fazer. a sua resposta foi digna de ser tida
como uma composição maior que qualquer uma que o chico buarque tenha escrito. a
sua resposta ao presente que lhe fez a pergunta foi mais patriota, profunda e
rica que o hino nacional. de 2009/2010 para cá tenho acompanhado as suas falas
e atos. decepcionante. se rendeu ao PSDB, masturbou o psdb. se ofereceu ao
psdb.
voltando à sua fala-resposta
ao presente na universidade norte-americana, vejo que ela foi hipócrita, pois a
sua ação nos últimos 8 anos não honra a grandeza da sua fala. o senhor, depois
de uma resposta daquela (que me levou a uma crise de choro), se contradiz ao
render-se ao michel temer, ao psdb, à fiesp e aos senhorios dos casarões. de
higienóplis. todos esses com o seu apoio estão entregando o nosso patrimônio e
estando a serviço do FMI, dos escravocratas e do imperialismo norte-americano.
fique claro, não sou militante petista. não votei na dilma em 2010. não votei
no lula em 2006. votei na dilma no segundo turno em 2014 por falta de opção. e
na time line das minhas redes sociais pode-se verificar que entre 2003 e 2016
eu critiquei com muita propriedade todos os desmazelos (muitos) do PT e sua
corja. ainda assim, defendo o governo dilma. primeiro, pela democracia.
segundo, pela falta de crime. terceiro, por saber do real interesse desse
impitiman. lastimável saber que um homem com a sua trajetória se rendeu ao
nefasto do político. termino dizendo que não sou um intelectual como o senhor.
não sei escrever e pensar com tamanha grandeza gramatical, etimológica e sou
todo coloquial, mas conheço e entendo de caráter. de valores. de compromissos e
de amor.
o senhor despossui esses valores quando se rende a esse "acordo de calhordas" quando tentam derrubar um governo legítimo, democrático e sem crimes.
se fosse outro político fazendo o que o senhor faz nesse momento (desde 2009) eu nem observaria, mas sendo um senhor que eu tinha como alguém da mesma linhagem do darcy ribeiro e do paulo freire, é só decepção.
o senhor despossui esses valores quando se rende a esse "acordo de calhordas" quando tentam derrubar um governo legítimo, democrático e sem crimes.
se fosse outro político fazendo o que o senhor faz nesse momento (desde 2009) eu nem observaria, mas sendo um senhor que eu tinha como alguém da mesma linhagem do darcy ribeiro e do paulo freire, é só decepção.
peço a Deus que, nessas últimas horas, o senhor reflita e
se tome de toda a moral que eu sempre julguei o senhor como tendo.
deixo um beijo desesperançado.
att,
jurandir barbosa
terça-feira, 23 de agosto de 2016
apetecimento
me apetece o que me promove para a
eternidade...
o contracheque fica. o carro fica. os
títulos ficam. os bens nenhum irão junto. as conversas rasas serão esquecidas.
as superficialidades também se apagarão. todos os que acompanham nesses
momentos ocos serão os primeiros a abandonarem o navio durante as tempestades.
farei 40 anos. meia dúzia de amigos na essência. meia dúzia de filhos. toda uma
solidão, fruto dos meus tiros no escuro e que acertaram os meus pés. tenho dois
relógios.
um relógio que conta o tempo
regressivamente. o outro relógio, progressivamente. infelizmente e em
decorrência das minhas ansiedades, neuroses e tantos medos, me ative até hoje
apenas ao relógio regressivo. era o tal medo de morrer e a sede de viver. fiz
todas as merdas possíveis. era um prazer em cutucar feridas. era um gosto pelo
suicídio mesmo com medo de morrer e querendo ser imortal. vá entender... construí
as pontes mais erradas e achando que construía pontes para o futuro. numa sede
sem limites acabei tendo concepção errada da felicidade, da completude e do
próprio amor. reservei lealdade para quem no máximo, merecia um bom dia. dei
secos "bom dia" para quem merecia toda a minha lealdade.
40 anos. o outro relógio.
esse plano tão passageiro não
corresponde aos meus anseios. eu e os meus sapatos de bicos finos, rumo a tudo
que vai contra o efêmero...
sábado, 30 de julho de 2016
inacabado
no
poema inacabado
01 amor tranquilo não realizado
chove no sertão, o sertão vira mar
01 pasto seco nesse coração
naquela esquina tem um bosque
onde não te encontrei depois da última árvore
rasteiras não são as gramas
são as tantas tentativas
de deixar para trás,
tudo
menos esses chinelos gastos
essa calça cerzida
nem tudo puído
resta essa vista cansada,
essa testa franzida
olhando ao longe
01 amor tranquilo não realizado
chove no sertão, o sertão vira mar
01 pasto seco nesse coração
naquela esquina tem um bosque
onde não te encontrei depois da última árvore
rasteiras não são as gramas
são as tantas tentativas
de deixar para trás,
tudo
menos esses chinelos gastos
essa calça cerzida
nem tudo puído
resta essa vista cansada,
essa testa franzida
olhando ao longe
sábado, 23 de julho de 2016
nadaestima
esse
vazio que pesa mais que 88 quilos
mede
mais que 1.88
e
come sem se lambuzar
de
toda essa carne branca
parece
não ter data marcada
para
desembarcar.
a
sina do azar no corpo-sodoma
que
vez ou outra
vejo
chegar, ou sair
num
puta azar do andar número 10
onde
morreu a autoestima.
ressuscita
coração de poeta
quinta-feira, 30 de junho de 2016
albina nº14
...albina
continua com suas indagações que sempre acabam em um grande momento filosófico
e convidativo para uma reflexão. com seus olhos recém-saídos dos meus, olha
agora mais longe do que antes e diz;
_não
mudamos por pessoas pueta, mudamos por nós. as pessoas mudam por elas. mudamos
para o nosso conforto e consciência, qualquer que seja a relação, social ou
familiar... o triste pueta é o apego ao imediato que nunca constrói pontes.
raramente pensamos nos janeiros á frente mesmo tendo tantos janeiros passados,
ruins, como exemplo.
nada mais me resta além de soltar um meio sorriso diante essa faca afiada que cabe tão bem em mim.
nada mais me resta além de soltar um meio sorriso diante essa faca afiada que cabe tão bem em mim.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
albina nº2
sem
olhar nos meus olhos e depois de algum tempo silenciosa, olhando vagamente para
algum lugar, albina me pergunta com aquela doçura que ninguém mais tem:
_pueta, se você pudesse voltar lá no passado você mudaria alguma coisa?
sinto que albina está triste, o que é muito raro. nos poucos momentos em que vi a albina triste foi sempre quando falava dos filhos que não teve. albina certa vez até desenhou uma de suas vontades retratando uma mãe fazendo tranças no cabelo de sua filha. era ela e a criança que não pariu. nesses raros momentos os seus olhos sempre se cobriam de lágrimas que, com muita força, não rolava pela face.
_albina segunda mãe, teria tanta coisa para mudar que uma única mudança em nada refletiria no que já existi. teria dado aquele beijo que neguei para aquela negra linda na praça da matriz, só por pirraça. não teria ralhado com a maíni só porque ela saiu do tapete e foi rastejar pelo chão naquela manhã fria de junho. teria beijado mais os meus amigos. teria casado numa igreja católica com algumas das mulheres que amei mesmo eu tendo asco por igrejas, é tão lindo aquele ritual né albina? tantas coisas...
me olha e sem nenhuma expressão em seu rosto que possa identificar qual o seu humor, diz:
_ainda há tempo, mude o seu gênio e temperamento. guarde a sua língua bem guardadinha...
sexta-feira, 17 de junho de 2016
albina nº27
albina
não bate na porta, entra sem cerimônia. nunca leu manoel de barros e se
espalhando pelo banco vai logo me perguntando;
_pueta, qual a sensação de ser pai de seis filhos? eu nunca nem peguei barriga e olha que o finado era danado... (pensa, olha ao longe) ...e filhos por algum motivo deus não me deu. muitas vezes me deito triste, acordo triste, por não por não ter tido essa oportunidade.
_pueta, qual a sensação de ser pai de seis filhos? eu nunca nem peguei barriga e olha que o finado era danado... (pensa, olha ao longe) ...e filhos por algum motivo deus não me deu. muitas vezes me deito triste, acordo triste, por não por não ter tido essa oportunidade.
_ô albina, tem tristeza maior que essa. dor maior é você ter seis filhos e
nenhum ao teu lado no café da manhã.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
albina nº22
...olho
albina ao longe. ela não conheceu seus pais, ficou viúva aos 27 anos, não teve
filhos e nasceu em coração de jesus-mg. não bebe, não fuma e nem palavrão fala.
também não me censura em nenhuma das muitas vezes que falo durante o dia.
albina é incrível, divide tudo com todos. divide até o que não tem. albina só
me contraria quando diz que as rosas brancas são as mais lindas. albina nunca
ouviu falar sobre yoga mas é mais zen que o renilson. isso me irrita em ambos.
quando conheci albina ela usava uns chinelos pretos da marca tiutiu e ria muito
quando eu estalava os dedos e dizia: _tiu tiu tiu tiu... não tinha um dente mas
carregava o sol em sua boca. sorriso mais luminoso não existe. certa vez albina
me perguntou;
_pueta, de quem você herdou essa calva tão brilhante?
me
perguntou assim, na lata, nem preparou o meu estado de espírito.
_além da hipertireoide, isso é herança de quem não trago boas lembranças. de um tal de tanto fez e de sobrenome tanto faz. de quem não gosto de recordar. cantador boêmio que não representa nada.
albina me olha. com aquela doçura que só nós nordestinos temos, diz:
_de que vale ser pueta se não sabe perdoar? Dê-lhe graças e lhe seja grato, pois se não fosse ele quem você não teria encontrado?
me resta engolir a saliva, baixar a cabeça e ficar calado.
algumas lágrimas
segunda-feira, 13 de junho de 2016
sábado, 11 de junho de 2016
albina nº8
...então
albina, após atravessar todo o quintal em passos apressados para seus quase 80
anos, para diante mim e pergunta;
_ora
pois moço pueta bunito e triste, lembra-se de seu último surriso?
_ora pois albina que tanto parece uma mãe de santo nesse seu vestido branco, deve fazer muito tempo pois não me lembro dessa data mas ouve sim, muitos, seis quando nasceram os meus filhos, outros tantos com eles e outros tantos quando dona tereza me buscava na escola. _você não surri nem quando imbebeda, consegue ficá ainda mais longe e mais triste. meu finado marido quando bebia só ficava surrindo.
_seu eu tivesse tido a sorte do seu finado marido e um dia tivesse tido, uma única albina, sorriso seria o meu sobrenome
sexta-feira, 10 de junho de 2016
angústia
sou
resistente para levantar o punho
sou
resistente para receber pancadas
sou
resistente para escalar morros
sou
resistente para ir a pé daqui até montes claros
só
não sou resistente para essas angústias que o coração traz...
terça-feira, 7 de junho de 2016
eu te chamo tereza
(para luzinete)
dos beijos, dos gemidos, dos berros
de nenhum me recordo
não é uma opção
não é o instinto de defesa
em nenhum aconteceu a construção.
agora não, moça negra de olhos azuis embaçados
minha respiração é fruto da sua luta
a minha letra é fruto das suas lágrimas ao pé do leito
é claro que eu te amo
te amava também tereza
que lá de onde está, lá de cima ou ao meu lado
lhe é toda gratidão.
da entrada à saída
quando os médicos acreditavam que eu não sairia
dia e noite, você estava lá
meus pulmões parados, todo entubado
mas o coração sempre pulsava,
era a sua força ao meu lado
eu que sempre fui um poeta odioso das rimas
poeta das dores, dos anseios e das lutas
digo apenas
isso que bate em meu peito não se chama coração
se chama, amor e gratidão
que transcende toda a carne
mesmo quando fecho a porta
de
montes claros a são paulo
dos passados que deixei
recordação
nenhuma me acompanhoudos passados que deixei
dos beijos, dos gemidos, dos berros
de nenhum me recordo
não é uma opção
não é o instinto de defesa
em nenhum aconteceu a construção.
agora não, moça negra de olhos azuis embaçados
minha respiração é fruto da sua luta
a minha letra é fruto das suas lágrimas ao pé do leito
é claro que eu te amo
te amava também tereza
que lá de onde está, lá de cima ou ao meu lado
lhe é toda gratidão.
da entrada à saída
quando os médicos acreditavam que eu não sairia
dia e noite, você estava lá
meus pulmões parados, todo entubado
mas o coração sempre pulsava,
era a sua força ao meu lado
eu que sempre fui um poeta odioso das rimas
poeta das dores, dos anseios e das lutas
digo apenas
isso que bate em meu peito não se chama coração
se chama, amor e gratidão
que transcende toda a carne
mesmo quando fecho a porta
segunda-feira, 6 de junho de 2016
pedido nº 04
quando te encontrar
me ensine a não te perder
ainda guardo a rosa amarela
que resiste como os meus anseios,
o tempo não desidratou
me ensine a não te perder
ainda guardo a rosa amarela
que resiste como os meus anseios,
o tempo não desidratou
terça-feira, 31 de maio de 2016
cabe tudo numa mão em concha
...e cai a ficha que não tenho mais vinte
e um anos. e cai a ficha que não tenho mais dona tereza ao meu lado. e cai a
ficha que meus filhos cresceram e que meu netos nasceram. e cai a ficha que a flor
ainda botão não verei desabrochar. e cai
a ficha que não tenho como reverter o fator tempo e corrigir os erros que até
então me eram de prazeres. não que deseje hoje deixar de ser torto, mas nessa
manhã em que o sol não apareceu, senti saudade das luzes que não colori. e cai
a ficha e sinto falta agora dos sorrisos que economizei. aquele beijo que lhe
neguei na praça da matriz me faz muita falta nessa noite... queria que tivessem
existidos esses instantes. debruçado no baú das minhas lembranças, vou olhando
ao longe lugares e pessoas onde não
cheguei. onde não vivi. onde não deixei marcas. não desenho uma frustração,
apenas um esboço para pensar no que perdi. cabe tudo numa mão em concha. as
realizações e o saldo. o meu sapato de bico quadrado quase virgem em ser feliz
deixou por essas avenidas tão pouco pó quantas tão poucas lembranças, deles.
cabe tudo numa mão em concha. apenas queria conseguir dormir sem precisar
deixar a tv ligada em alto volume. Cabe tudo em minhas mãos em concha.
sábado, 28 de maio de 2016
RESILIÊNCIA PUNK
o
silêncio
assusta/incomoda
mais que
05 anos de cama
vazia
o silêncio me
assusta/incomo
da
mais que joelho dobrado
sobre caroços de milho
o silêncio me assus
ta/incomo
da
mais que o
tempo perdido
o silêncio me assusta/
incomoda mais
que carrapato no saco
o si
lêncio me assusta/in
comoda
mais que
beber água com o estômago
vazio
o silêncio
o silêncio
o silêncio
silencia o ânimo
a fé
o fogo
assusta/incomoda
mais que
05 anos de cama
vazia
o silêncio me
assusta/incomo
da
mais que joelho dobrado
sobre caroços de milho
o silêncio me assus
ta/incomo
da
mais que o
tempo perdido
o silêncio me assusta/
incomoda mais
que carrapato no saco
o si
lêncio me assusta/in
comoda
mais que
beber água com o estômago
vazio
o silêncio
o silêncio
o silêncio
silencia o ânimo
a fé
o fogo
quinta-feira, 26 de maio de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
quarta-feira, 27 de abril de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
tristeza de hoje, luta para sempre
estou
triste. assumo minha tristeza profunda por saber que “o mal, a ignorância, a
subserviência, a calhordice, o nefasto, a escrotice e interesses pessoais
sujos” derrotaram os meus sonhos, os meus anseios e por hora, as minhas lutas.
triste por saber que familiares também foram massa desse bolo podre, que amigos também foram massa desse bolo podre. essa tristeza profunda por hora não irá me silenciar, me cegar ou me fazer desistir do que acredito e vivo. me conforto e me consolo nessa certeza, na certeza do meu caráter e dos meus anseios para mim e para a humanidade.
continuarei a caminhar rente ao que era o descente e divino para dona tereza, o amor ao próximo. continuarei caminhando e sempre aberto e desejoso de amigos que compartilham e comungam dessa luta coletiva que é o bem de todos e para que todo irmão tenha o prato cheio, a universidade aberta, uma moradia e a possibilidade de existir com dignidade. quero me cercar de amigos que comungam o amor, a vida e as lutas por todos, pois, essa é a minha concepção, conceito e genealogia que ramifica o que é família.
a
solidão que percorro nessa selva de pedra, pedras cimento e pedras homens, só
me fortalecem pela busca do colo forte, do olhar encorajador, da palavra
estimulante, da mão estendida para lutas e coração coletivo para que eu possa
chamar de par.
nessa noite de insônia certeira pouco terei o que fazer, me resta orar e pedir à deus que apascente minha angústia.
nessa noite de insônia certeira pouco terei o que fazer, me resta orar e pedir à deus que apascente minha angústia.
domingo, 27 de março de 2016
quarta-feira, 23 de março de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
sábado, 12 de março de 2016
interrogação
em
minhas esquinas
os vultos que antes surgiam vez ou outra
não mais me apetecem
o meu relógio não repete horas
ansiosos os meus olhos divergem
ora um ora outro
sem saber quem é aquela pessoa da esquina
que tinha pele negra, mãos macias
com quem me casei na igreja dos morrinhos
diante uma pequena flor amarela
os vultos que antes surgiam vez ou outra
não mais me apetecem
o meu relógio não repete horas
ansiosos os meus olhos divergem
ora um ora outro
sem saber quem é aquela pessoa da esquina
que tinha pele negra, mãos macias
com quem me casei na igreja dos morrinhos
diante uma pequena flor amarela
terça-feira, 8 de março de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
pra já
esse coração vazio
cabe tudo que não tive
cabe até a ousadia
de sentir a sua mão sobre a minha
não demora, vem depressa
porque a saudade é demais
mesmo porque eu nunca te vi
e essa demora só agonia
ansioso toda as noites e dias
é
muita vontade de ser feliz...
cabe tudo que não tive
cabe até a ousadia
de sentir a sua mão sobre a minha
não demora, vem depressa
porque a saudade é demais
mesmo porque eu nunca te vi
e essa demora só agonia
ansioso toda as noites e dias
é
muita vontade de ser feliz...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
diferença
dona
tereza não pesava + que 44 quilos...
dona
tereza sempre suportou os meus + de 85 quilos, sorrindodona tereza não chegava à 1,50cm de altura...
dona tereza sempre aninhou os meus quase 1,90cm
dona tereza nunca teve nenhuma estabilidade financeira...
dona tereza sempre lutou pelo pão, para que eu dormisse sorrindo
dona tereza nunca foi a escola...
dona tereza me iniciou no bê-á-bá aos 04 anos de idade...
dona tereza teve 03 amantes na vida...
dona tereza foi fiel, leal e sem igual, à mim, até o seu último suspiro...
dona tereza foi o meu poema etéreo
as outras, poemas com a duração de um gozo
dona tereza tinha os olhos pra mim
as outras, tinham olhos para o mundo
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
anseio
“nessas contagens de tempo
66 foram os meses
em que foram nulas
as chances de te encontrar.
aconteceu assim,
hoje eu acordei
lembrei que não te encontrei
na roseira amarela da esquina
e nem no bosque onde era certeiro
o canto do sabiá,
retorno
meus olhos ainda buscam”
66 foram os meses
em que foram nulas
as chances de te encontrar.
aconteceu assim,
hoje eu acordei
lembrei que não te encontrei
na roseira amarela da esquina
e nem no bosque onde era certeiro
o canto do sabiá,
retorno
meus olhos ainda buscam”
sábado, 26 de dezembro de 2015
saudade nº 07
o
silêncio no meu corpo
só não é maior que a saudade
daquela moça do sertão
que me deixou a quase 03 anos
eu que nunca guardei datas e,
andarilho que sempre fui
depois disso, sim, fiquei só
a dor que tenho no peito
é a dor de não ter para quem voltar
e ninguém para me receber
homem triste que era, mais fiquei
vivo de recordações
te aguardando em meus sonhos
sempre as 05h da manhã
só não é maior que a saudade
daquela moça do sertão
que me deixou a quase 03 anos
eu que nunca guardei datas e,
andarilho que sempre fui
depois disso, sim, fiquei só
a dor que tenho no peito
é a dor de não ter para quem voltar
e ninguém para me receber
homem triste que era, mais fiquei
vivo de recordações
te aguardando em meus sonhos
sempre as 05h da manhã
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
o oco (dos pés a cabeça)
sua
bolsa importada
seu sapato tal grife
sua cueca transada
sua lingerie tão sensual
sua camisa com um bordado jacaré
seu tailer com o corte perfeito
esse vestido chiquérrimo
o seu carro zero e completo
suas excursões para londres e paris
seus botox a cada cinco anos
esses seus vinhos tão caros
essas suas taças de cristais
esse perfume nada barato
esses cremes absurdamente caros
que nada lhe rejuvenesce
...esse
...essa
...tudo isso
nada preenche o conteúdo que lhe falta
seu sapato tal grife
sua cueca transada
sua lingerie tão sensual
sua camisa com um bordado jacaré
seu tailer com o corte perfeito
esse vestido chiquérrimo
o seu carro zero e completo
suas excursões para londres e paris
seus botox a cada cinco anos
esses seus vinhos tão caros
essas suas taças de cristais
esse perfume nada barato
esses cremes absurdamente caros
que nada lhe rejuvenesce
...esse
...essa
...tudo isso
nada preenche o conteúdo que lhe falta
sábado, 7 de novembro de 2015
canção para tereza
quando eu te conheci
você já me conhecia
eu chegava, você sorria
não tinha tempo ruim
que te fazia desistir de mim
desistir de me fazer feliz,
você era assim
seu sorriso iluminava os meus dias
suas mãos aliviavam minhas dores
seu colo mantinha vivo os meus sonhos
seu carinho era o sentido da minha vida
quando os seus olhos se encontravam com os meus
era incondicional, verdadeiro e puro amor
a sua boca se privava do prato
para me ter corado e farto
é claro que eu choro todo dia
a saudade
a falta que você me faz é mais forte
bem mais forte que toda força que há em mim
você já me conhecia
eu chegava, você sorria
não tinha tempo ruim
que te fazia desistir de mim
desistir de me fazer feliz,
você era assim
seu sorriso iluminava os meus dias
suas mãos aliviavam minhas dores
seu colo mantinha vivo os meus sonhos
seu carinho era o sentido da minha vida
quando os seus olhos se encontravam com os meus
era incondicional, verdadeiro e puro amor
a sua boca se privava do prato
para me ter corado e farto
é claro que eu choro todo dia
a saudade
a falta que você me faz é mais forte
bem mais forte que toda força que há em mim
domingo, 20 de setembro de 2015
avenida são paulo
(para
Mara de Aquino)
se há experiência vazia
há folhas sempre em branco
tão quão o pensamento
que me remete angustiado
esperançoso
para essa segunda feira.
avenida são paulo é uma fase
mesmo que escravo alforro
fecha os olhos para a porta da senzala
aberta
mãe neguinha arrasta
mesmo estando distante, arrasta
dimensões não rompem o cordão
isauro clausurado a qualquer hora abre os olhos
Deus existe onde o sol não descansa
imaculado o chão
imaculado o chão
imaculado o chão
senhor de toda essa saudade.
avenida são paulo, teu rabo é sujo
avenida são paulo é fase
avenida são paulo é de fases
avenida são paulo já passou
avenida são paulo sempre cheia vai morrer sozinha
avenida são paulo não existe
avenida são paulo são pernas abertas,
onde todos entram e ninguém fica
avenida são paulo come todos
mas quem come não sente saudades.
ficam dois corações
um volta para o sol
arrebentado
nessa
resistência
em
não escrever poema de amorse há experiência vazia
há folhas sempre em branco
tão quão o pensamento
que me remete angustiado
esperançoso
para essa segunda feira.
avenida são paulo é uma fase
mesmo que escravo alforro
fecha os olhos para a porta da senzala
aberta
mãe neguinha arrasta
mesmo estando distante, arrasta
dimensões não rompem o cordão
isauro clausurado a qualquer hora abre os olhos
Deus existe onde o sol não descansa
imaculado o chão
imaculado o chão
imaculado o chão
senhor de toda essa saudade.
avenida são paulo, teu rabo é sujo
avenida são paulo é fase
avenida são paulo é de fases
avenida são paulo já passou
avenida são paulo sempre cheia vai morrer sozinha
avenida são paulo não existe
avenida são paulo são pernas abertas,
onde todos entram e ninguém fica
avenida são paulo come todos
mas quem come não sente saudades.
ficam dois corações
um volta para o sol
arrebentado
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
justificativa
eu sou desses que não acerta
que não conserta
que não tem conserto
se miro – erro
se não miro – erro do mesmo jeito
tiro no escuro é o certo tiro no pé.
não acredito em mitos
porra, nasci num mês de agosto
vai ser sortudo assim lá na bomfim
nasci do lado, parede com um puteiro
enquanto a maioria das crianças ouvia
“nana neném, que a cuca vai pegar...”
eu não, comigo era menos suave
“mais... mais... para não/para não... haaaaa”
como alguém pode esperar que eu seja santo?
nem num hospital tive o privilégio de nascer
dona tereza me pariu em casa
no último degrau de uma escada
que parecia não ter fim
minha vida seguiu assim, sem rima
ladeira para ir,
ladeira para vir
olha, desisto
é crueldade demais alguém ainda desejar
que eu seja normal
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
amarelinha
a pedra no meio do caminho
é passa tempo
obstáculo é a solidão que me acompanha
pelo meu caminho inteiro
é passa tempo
obstáculo é a solidão que me acompanha
pelo meu caminho inteiro
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Mercado editorial e autores...
Mercado editorial e autores, a árdua batalha da publicação.
Muito antes de ser um aprendiz de
editor, sou escritor e conheço na pele a propriedade da batalha que é publicar
um livro. Conheço a fundo a decepção dos "nãos" e o bater da porta de
tantos editores e editoras. De ontem para hoje estive acompanhando algumas
postagens se referindo justamente a esse tema aqui no Linkedin. O mercado
editorial é o mais cruel entre todos as atividades empresariais, correm tantos
riscos os editores, autores e também leitores pois diante da dificuldade que é
publicar, tantas obras maravilhosas acabam sendo engavetas e esquecidas. O mercado foi
humanizado e socializado com o surgimento do "on demand" ou "sob
demanda" na tradução da nossa linda língua portuguesa. Falarei do "sob
demanda" um pouco mais a frente.
Creio que 85% de todos os livros
negociados sejam em grandes redes ou consumidos por programas do governo são
publicados por no máximo 5 editoras e distribuídos por 3 ou 4 grandes empresas
da área. Nessa rede de publicação, distribuição e comercialização, o único a
não correr os riscos são os distribuidores, no máximo a menor das despesas que
é a entrega e o recolhimento mas como já tem o compromisso das entregas
dos livros ditos comerciais, os recém chegados ao mercado,
autores e títulos, não agregam uma despesa considerável e são os menores entre
os fardos. As grandes editoras consomem quase que a totalidade das verbas
federais e outras, para aquisição de títulos e nessa batalha os lobistas
(agenciadores) são fundamentais. As pequenas editoras salvo casos poucos, não
conseguem vender. Livros não vendidos são prejuízos 100%. Todo o processo de
editoração, gráfico, registros e pequenas taxas são assumidos pelas editoras.
Um livro hoje numa "tiragem de risco" de 2.000 exemplares
para pesquisa e apresentação no mercado, num bom trabalho gráfico pode chegar
ao custo de R$12.000,00 apenas em sua produção, incluindo nesse valor custos
com logística e divulgação. Valor consideravelmente alto, se uma editora perder
em dez apostas em um ano, serão pelo menos R$100.000,00 reais perdidos. Uma
fábula esse valor, perda que uma pequena editora não conseguirá absorver.
O autor muitas vezes fica refém
das editoras quando fazem esses contratos de 24 meses ou mais, com uma margem
de lucros que pode chegar ou passar um pouco mais os 14% mas sempre na dúvida
de; "será que vendi só esses 14 exemplares de fato ou estou sendo
lesado?" Autores recém-ingressos nas publicações estarão sempre à margem
dos riscos e das dúvidas. Fato.
Meu primeiro livro publiquei de
forma independente em setembro de 1998 depois de ouvir sonoros nãos de
editoras, uma queria um contrato de 24 meses e com 11% de comissão, porém queria
que eu alterasse algumas expressões do livro e que recusei pois é a minha
identidade ali, aliada a minha proposta da oralidade e da plástica. Sou um
poeta que passeio entre o beat, o marginal e o concreto, jamais aceitaria tal
sugestão. Ainda sofremos essa batalha que é a imposição aos iniciantes por
parte de alguns editores. Consegui recuperar com muito trabalho 80% do valor
investido. Dos meus 04 títulos publicados, apenas um me trouxe uma razoável
rentabilidade. Um foi uma troca de seis por meia
dúzia. Dois eu perdi
pouco. Sou cauteloso com o sistema "sob demanda", mas ainda assim
considero como uma ferramenta de humanização para a realização do autor. Publicar
para mim é humanizar. Sempre oriento os autores que me procuram para publicar
nesse formato a terem muita cautela e sempre pergunto, irá usar cartão de
crédito ou possui o capital? Sempre oriento a NUNCA criarem gastos acreditando
que irão recuperar o investimento através da venda de exemplares. Um risco
enorme e a maior probabilidade é que não irá conseguir cobrir os custos com as
vendagens boca a boca. Quem tem renda pouca e paga prestações como aluguel,
consórcio e outros gastos, evitem esses riscos ou irão tirar da boca para
cobrir os custos do seu livro caso não tenha uma reserva. Se o autor ainda
assim deseja fazer o seu livro de forma independente e pensa em gastar algo em
torno de R$5.000,00 eu sugiro a cautela e invista no máximo R$3.000,00 e faça
uma poupança com o valor restante. Exceto para quem possui a certeza que irá
vender muitos exemplares, certeza que eu nunca tenho em relação aos meus
livros. Pensando em tiragem de 1.000 exemplares? Faça 500 exemplares e vendendo
tudo, solicite uma reimpressão. Pensando em 500 exemplares? Faça 300. A cautela
é a maior recomendação nesse mercado cruel
e concentrado em poucas editoras e poucos autores.
Se o seu livro não fala de
vampiros, zumbis e não tenham muito sexo e futilidade, as possibilidades da sua
obra ficar encalhada são enormes. Que fique claro, não escrevo com a intenção
de desanimar e desmotivar as publicações independentes, sim, como autor
compartilhar com as cautelas. Nicolas Bher, poeta genial de Brasília-DF
conseguiu vender mais de 8.000 exemplares de um dos seus livros independentes
assim como também o poeta Rogério Salgado, de Belo Horizonte-MG vem
desenvolvendo um belo trabalho independente já por vários anos, mas a luta é
dolorosa, exaustiva e que pede toda a dedicação.
Traz muito prazer, pede muita
serenidade.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
desenho para Gino, poeta amigo
ALMA SIAMESA
quero
registrar o amor
não
numa folha de papel
quero
registrar o amor na minha pele,
no
meu beijo inteiro
essa
uma alma siamesa nossa busca tão constante, procura interminável pelo desenhar
dos caminhos já percorridos e dos beijos já trocados. cada dia parece mais
distante por mais longe que nossos olhos cheguem e todos os horizontes
observados. não perco a fé mas as vezes bate aquela desesperança. mais fácil
arriar as calcas que encontrar um colo. mais fácil encontrar camas disponíveis
e rolar sobre tantos lençóis, que compartilhar um por do sol na serra do
sapucaia ou no parque ibirapuera. essa relação em regime de comunhão total de
sonhos parece existir apenas entre nós e nossos escritos, entre nossas canetas
e nossas folhas de papéis... trepar é fácil, difícil mesmo é sair de mãos dadas
pelas ruas e vislumbrar o nascer do sol, acompanhados.
p.s:
continuemos aguardando aquela trilha sonora
sexta-feira, 17 de julho de 2015
hipocrética nº09
nunca
gostei desses poemas de amor
de suas rimas artificiais
de suas lágrimas tão secas
mas as vezes cansa brindar esse vazio
o silêncio do lado
ainda mais sabendo que ninguém te espera
quando o dia amanhecer
já que a noite é um velho script decorado e repetido.
cansa celebrar esse vinho e esse vazio
tendo apenas a boca da garrada como companhia,
assim como cansa reler o poema
daquele poeta amigo que não conseguiu entender
um pedido numa noite fria
e nem mesmo sabe o porque
do poema que me enviou
isso aqui não é um poema
apenas um poeta vazio
do coração até o coração
de suas rimas artificiais
de suas lágrimas tão secas
mas as vezes cansa brindar esse vazio
o silêncio do lado
ainda mais sabendo que ninguém te espera
quando o dia amanhecer
já que a noite é um velho script decorado e repetido.
cansa celebrar esse vinho e esse vazio
tendo apenas a boca da garrada como companhia,
assim como cansa reler o poema
daquele poeta amigo que não conseguiu entender
um pedido numa noite fria
e nem mesmo sabe o porque
do poema que me enviou
isso aqui não é um poema
apenas um poeta vazio
do coração até o coração
quarta-feira, 1 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
para walber batinga pinheiro
sou
desses homens nus
do instante em que acordo
ao decorrer de todo o dia
durante também o pouco sono
seja profundo ou raso
preciso ser nu
é um estado de completude,
consciência e paz
ser nu para namorar esses desenhos
que ensaiam numa moldura
um verdadeiro balé
ultrapassando essa tela
ser nu desenha o que sou
do bom dia do meu porteiro
ao sorriso gratuito
da senhorinha pedinte na esquina
ser nu é um estado/graça ou sei lá o que
de nunca estar sozinho
do instante em que acordo
ao decorrer de todo o dia
durante também o pouco sono
seja profundo ou raso
preciso ser nu
é um estado de completude,
consciência e paz
ser nu para namorar esses desenhos
que ensaiam numa moldura
um verdadeiro balé
ultrapassando essa tela
ser nu desenha o que sou
do bom dia do meu porteiro
ao sorriso gratuito
da senhorinha pedinte na esquina
ser nu é um estado/graça ou sei lá o que
de nunca estar sozinho
quinta-feira, 11 de junho de 2015
saudade nº17
prefiro
rosas amarelas, ou laranjas
de preferência, que sejam de praças públicas,
canteiros ou jardins de amigos
também
as que se esparramam sobre muros vizinhos
posso sempre me presentear
sejam amarelas, ou laranjas
não que eu não goste das outras
é que amarelo me lembra o sol,
porque de onde venho
o ano inteiro é verão.
e o laranja, o laranja
o laranja me remete todo dia
de volta ao meu sertão
de preferência, que sejam de praças públicas,
canteiros ou jardins de amigos
também
as que se esparramam sobre muros vizinhos
posso sempre me presentear
sejam amarelas, ou laranjas
não que eu não goste das outras
é que amarelo me lembra o sol,
porque de onde venho
o ano inteiro é verão.
e o laranja, o laranja
o laranja me remete todo dia
de volta ao meu sertão
terça-feira, 19 de maio de 2015
desapego
nesse
querer torto que existe em mim
esse corpo aí é só um corpo
claro que durmo maravilhosamente só
todas as noites
o outro extremo do meu cordão umbilical
que de fato era eu, apenas eu
não me visita mais as 04h
solidão é isso
o resto é resto
cambaleiam
os sonhos de vagabundo
do
querer
do
ir não ir, sair do lugar
não
estando em lugar algumesse corpo aí é só um corpo
claro que durmo maravilhosamente só
todas as noites
o outro extremo do meu cordão umbilical
que de fato era eu, apenas eu
não me visita mais as 04h
solidão é isso
o resto é resto
segunda-feira, 13 de abril de 2015
plenitude
o que me deixa
feliz em ser torto é que, nenhuma opinião alheia sobre o que uso, visto, calço
ou consumo me atenta. eu sou chiqui é de natureza, é da minha essência e do meu
estado de espírito ser chiqui. a marca da calça que uso e que nunca custa mais
que R$40,00 não me faz mais ou menos bonito. eu nasci lindo por completude. as
camisas que compro e nunca me custam mais que R$30,00 ficam tão lindas em mim
quanto as de R$100, R$200,00 ou até mais cara, que tantos se prendem em
consumir por achar que serão mais observados. quando eu nasci dona tereza disse
"como é lindo esse meu cabelo de algodão" e porque me atentaria as
opiniões adversas que quase nunca traz o real valor do que sou? adoro me olhar
no espelho, perceber essa minha beleza que imperceptível para alguns, incomoda
muito esses mesmos alguns. o meu perfume de R$15,00 é só um detalhe porque a
minha fragrância natural de tão maravilhosa que é, não se encontra nessas lojas
e revistas. dona tereza me beijava todos os dias e dizia; "a sua pele macia".
então porque pagarei mais que R$20,00 num creme corporal? adoro me olhar no
espelho. não sinto falta da moto que tive que vender para pagar dívidas e nem
tão pouco do carro, me faz falta mesmo são aqueles beijos inteiros não dados.
eu não dependo de outros para existir, o meu travesseiro me conforta todas as
noites e durmo, mesmo que por poucas horas, tão confortavelmente. o único bem
que me interessa é ser lembrado bem pelos amigos quando eu partir. e nada mais.
não necessito de terapias e tão pouco crio personagens de autoafirmação para
mim. é simples. sei quem sou, o que sou e para onde quero ir.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
"Outras Pelejas" - nosso novo livro
queridos amigos, nosso novo livro já está a venda.
"outras pelejas"
80 páginas
Editora Catrumano
ISBN: 975.85.64471.32.0
pedidos:
catrumano@catrumano.com.br
poetajurandir@gmail.com
R$20,00 (frete incluso)
"outras pelejas"
80 páginas
Editora Catrumano
ISBN: 975.85.64471.32.0
pedidos:
catrumano@catrumano.com.br
poetajurandir@gmail.com
R$20,00 (frete incluso)
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