domingo, 20 de janeiro de 2013

abstinência do viver...


nunca fui bom nisso, de pensar no amanhã. quase sempre o amanhã é tão longe e parece ficar ainda mais longe do que naturalmente é, depois de 14 meses sem rivotril. não desenrolei nenhum desses meus sonhos, não beijei mais aquele seu fio de cabelo anelado guardado em minha carteira e minha boca só entra em atividades durante as refeições. lábios nem assoviado tem. o silêncio impera até na palma da mão. o meu cavalo de plástico sorrir mais do que eu e come as gramas mais verdes do meu pasto seco. não que acho isso ruim, gosto de montar nesse cavalo forte, bem alimentado. é que eu tenho inveja, dele, mesmo.