sexta-feira, 8 de outubro de 2010

gosto do estranho

"para joão reis fonseca, amigo para sempre presente"


todas as pontas de
facas
amassadas
inteira minha mão
descansando no queixo.
coração vazio nada inteiro.
diante de mim indiferente o vinho
abafado/abafando as lembranças no peito.
não fiz amor com a moça no arpoador.
_silêncio
(01 poeta em conflito)
emoções
guardadas numa caixa de sapato
esquecidas longamente sobre o armário
onde jaz o passado.
não acorda defunto.
nem são paulo nem manaus
s
o
a
cagada
a
r
m
a