terça-feira, 30 de março de 2010

porque eu sou é o amor

[in memóriam]

sobre o cimento nu
cacos de um vaso.
rosa que era rubra
agora esta murcha.
um vaso sem flor
um poeta sem amor.



a ponte
 [para anibal beça]

seja você
não perde a hora
passe a bola
não tenha receio
arrisque de vez
olhe pra frente
não faça rodeios
caminhe sem medo
o tempo passa
mate os fantasmas
não se atrase
ou poderemos chorar
acelere os passos
não somos crianças
os sonhos não envelhecem
porem aqui somos mortais
no sono o descanso
acordado os sonhos
num minuto um beijo
noutro um adeus
tic tac lembra o relógio
a luta não para
pobre pagão
morre indigente
mesmo chorando
não bebe seu leite
plante uma flor
e cultive as abelhas
e se tivermos sorte
sem medo da morte
um brinde há vida.