quinta-feira, 17 de novembro de 2011

à francesa

era você saindo e não percebi
não ouvi o bater da porta
na lama do quintal de ontem
nem pegadas ficaram pela manhã
mais sutil que a sua chegada
foi a sua saída
moça, não sabia que é francesa
não sei se foi bom o ruim
o bilhete que você não deixou
caído pelo chão
por sorte não tenho portas ao fundo
por sorte não tenho muros também
apenas mãos abertas
e um jardim que não tem fim.