segunda-feira, 27 de setembro de 2010

lençóis e lama

meu berço
ocre
catrumano etéreo
não se rende
numa
luta insana na selva
de pedra.
eu crédulo
no crer de tereza
sem rendições
nesse canto que não é meu.
nesse povo que não é meu.
nessas paredes
que não falam do meu passado.
nesses desencontros
onde me perco quando te vejo.
esses lençóis sujos
não brilham os meus olhos
não me tesa em você
sem encanto/fosco/tudo fosco
nada reluz. nada é ouro.
tosco tosco tosco
eu tosco
enquanto ítalo e luã
me chamam para a vida
libertam-me
liberto-lhes da minha loucura...
03 flores murchas
que nunca simbolizaram nada
nesse 104
se despedem para amanhã.
um poema que não diz nada.
um poema que diz tudo.
um poema que não deveria ter nascido.